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Aprendendo história e exercendo a cidadania

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Imagem retirada de Catraquinha
Em parceria com Catraquinhaicone-link-externo

O Catraquinha é fruto de uma parceria entre o Instituto Alana e o Catraca Livre. O site reúne informações interessantes para pais, educadores e familiares – de agenda cultural a projetos transformadores para a infância – com o intuito de empoderá-los para que interfiram positivamente no desenvolvimento das crianças, deixando-as exercer em sua plena potência a criatividade e a autonomia.

21 de dezembro de 2017..

Crianças de uma escola no Guarujá (SP) exigem novo nome para rua que homenageava escravocrata. Confira neste post do nosso parceiro Catraquinha.

A descoberta de que a Avenida Leomil, uma das principais da cidade do Guarujá no litoral de São Paulo, era batizada com o nome de um traficante de escravos (Valêncio Augusto Teixeira Leomil), gerou revolta entre os estudantes do 5° ano da Escola Municipal Myrian Terezinha Wichroski Millbourn.

A partir de um trabalho escolar, intitulado “Se essa rua fosse minha”, cuja proposta era pesquisar a história das ruas da cidade, as crianças chegaram à biografia de Leomil, que enriqueceu por meio do tráfico, mesmo depois da abolição. O grupo de alunos teve, então, uma reação inspiradora: eles realizaram um ato e coletaram mais de 300 assinaturas em um abaixo-assinado em prol da mudança do nome da rua. As assinaturas foram enviadas à Câmara dos Vereadores.

E o pedido dos alunos tem embasamento jurídico. A lei federal 6.454/77 diz que: “É proibido, em todo o território nacional, atribuir nome de pessoa viva ou que tenha se notabilizado pela defesa ou exploração de mão de obra escrava, em qualquer modalidade, a bem público, de qualquer natureza, pertencente à União ou às pessoas jurídicas da administração indireta”.

O protesto contra o nome da rua ganhou até um hino:
“Se essa rua, se essa rua fosse minha/ eu mandava, eu mandava o nome trocar/ para o dia 20 de novembro/ pois Leomil não fez bem para o nosso Guarujá/ Essa rua, essa rua tem uma história/ que se chama, que se chama escravidão/ Dentro dela, dentro dela tem um homem, que traficava pessoas e era uma multidão/ Se eu trocar, se eu trocar, Valêncio Augusto Teixeira Leomil não nos representará/ pois o dia da consciência negra/ é o que mais nos honrará”

E que outras iniciativas como esta permitam que as crianças não apenas ampliem seus conhecimentos nas escolas, mas possam exercer seu protagonismo e atuar como cidadãs!

Texto adaptado de: Catraquinha (com informações da Rede Record)

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