Casos e Referências

Arquitetura que conversa com a escola

Arquitetura que conversa com a escola
Imagem retirada de Casa Vogue
21 de Maio de 2018..

Descubra como a construção do espaço físico pode interagir com aprendizagens das mais diversas dentro do ambiente escolar!

Quando pensamos em um ensino de qualidade, rapidamente somos levados a questões fundamentais como a formação de professores e professoras, as propostas pedagógicas, os materiais didáticos e equipamentos oferecidos, o clima social, dentre outras coisas que compõem a base dessa estrutura. No entanto, pouco se fala sobre as interferências que a arquitetura das próprias salas de aula, pátios, refeitórios, bibliotecas, entre outros espaços, provocam nos alunos que por ali circulam.

É claro que condições básicas de higiene, conforto e iluminação devem ser proporcionadas para que as crianças e os jovens possam ter uma vivência digna na escola, lugar que ocupa boa parte de seus cotidianos. Mas, para além disso, ainda podemos pensar em outros aspectos que trazem maior qualidade para o ensino.

Um projeto cuidadoso e engajado com a educação deve ser refletido também nas esferas de domínio arquitetônico. Os alunos devem se sentir acolhidos e amar esses lugares de estudo e aprendizagem! Podem haver espaços pensados para a leitura, reuniões em grupos, desenvolvimento de brincadeiras, realização de experiências, o cultivo de plantas, ambientes abertos para a prática de esportes, móveis que não obedeçam a um padrão, mas que sejam capazes de atender às necessidades de pessoas mais altas, mais baixas, com deficiências, corredores seguros e agradáveis, trabalhados com cores e decorações com valor estético… tudo de uso e cuidado coletivo! Além disso, é ótimo que os alunos se sintam, vez ou outra, desafiados por interferências externas, que os tirem de suas zonas de conforto e os façam pensar.

Ou seja, tudo isso implica numa percepção humanizada do entorno, que para idealizar o lugar a ser construído considera a que público se destina cada escola e a comunidade na qual está inserida. Isso não quer dizer que grandes investimentos tenham de ser dispendidos para materializar um espaço bacana, mas sim que este faça sentido e envolva a todos!

Muros altos nos protegem contra o que vem de fora, janelas grandes nos permitem enxergar além, os gramados nos convidam a estar perto da terra, bibliotecas aconchegantes instigam a leitura. Cada canto transmite uma ideia, uma energia, uma mensagem e essa elaboração pode e deve ser feita de maneira multidisciplinar, consultando profissionais de diferentes áreas para atingir os objetivos desejados.

A escola é um lugar muito especial, que por boa parte de nossas vidas se apresenta como universo de aprendizagens e interações inéditas. Te convidamos a pensar de que formas podemos contribuir para que esses espaços também acompanhem o desenvolvimento infantil. Deixe aqui o seu comentário com sugestões ou percepções que envolvam esse tema!

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