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Boas vindas para os que chegam ao mundo

Boas vindas para os que chegam ao mundo
14 de Fevereiro de 2018..

Confira aqui músicas, textos e poemas que apresentam o mundo às crianças na perspectiva de alguns artistas!

Chegar ao mundo é uma aventura. Quando uma criança nasce, os mais velhos se preparam para recebê-la e contar a ela sobre os encantos e desafios da vida. É a partir desse apoio e da experiência pregressa dos adultos que os pequenos poderão ter segurança para se desenvolver e crescer.

É nisso que alguns autores muito sensíveis se inspiraram para escrever às crianças, criando cartas, textos, poemas e músicas sobre suas perspectivas em relação ao que é viver. Oferecendo conselhos de forma poética e carinhosa, convidam-nos a habitar o mundo corajosamente. Compartilhamos com vocês aqui algumas dessas mensagens envolventes. Elas podem ser compreendidas na infância e também revisitadas na maturidade com novo olhar!

Carta do quadrinhista e ilustrador argentino Ricardo Liniers à sua afilhada:
(Publicado originalmente em Nexo Jornal)

“Você acaba de chegar e já é amor desordenado. Não há nada melhor que o amor desordenado. Todos nós somos isso nesse lugar: uma desordem. Ficamos aqui por tão pouco tempo que quase nem é um tempo. Você no princípio, eu no meio. Você tem que aproveitar, Roma. Tem que viver intensamente. Escutar música intensamente. Pular a dançar intensamente. Nunca deixe de investigar. E que o tempo não seja algo que passe sem que você perceba. Você tem que tocar novos instrumentos. Comer coisas esquisitas. Viajar. Viajar! Não é questão de se encher de coisas, Roma. Todo mundo pode acumular tranqueiras. O talento verdadeiro está em reunir gente valiosa. Você também tem que observar bem. Como observava Picasso. Tem que queimar os dedos cozinhando para os amigos. E ralar os joelhos quando tropeçar. Por que os únicos que vivem sem machucados são os que não arriscam. Seja generosa, Roma! Dê sem pensar. Não julgue os outros por seus defeitos. Todos nós temos pontos fracos. Viver assim deixa as pessoas cínicas e amarguradas. Que nunca te importe o que os outros pensem se você resolver usar chapéus estranhos. Os chapéus sempre são estranhos. As pessoas que duvidam são mais confiáveis do que as que creem ser donas de todas as respostas. A família, ainda que viva longe, está sempre perto. Esse lugar está repleto de mistérios, Roma. Também há verdades escondidas em todo lado. As mais interessantes estão na arte. Quanto mais você buscar, mais vai encontrar. Os professores são mais admiráveis que os famosos. A fama é o atributo mais supervalorizado. O humanismo é um músculo que precisa ser exercitado. A empatia nos faz humanos. Não podemos ser frios… isso é para as geladeiras. O seu corpo vai ser seu melhor amigo nesta viagem. Trate-o bem. Essa é uma carta incompleta e não tenho certeza de nada que escrevi. Mas disto estou, Roma… você tem que amar intensamente a todos. Seu padrinho. P.S.: Ah! Quase me esqueci. Quando você for adolescente, é muito importante que escute música boa. Porque isso vai influenciar o que você vai escutar para o resto da vida. Te recomendo Lou Reed.”

A versão original em espanhol e em quadrinhos pode ser conferida aqui!

Canção “Boas Vindas”, de Caetano Veloso, do álbum Circuladô Vivo:

 

“Você ama alguém?”, de Joan Walsh Anglund:

O universo é vasto, maravilhoso… e pontilhado de estrelas.
O mundo é rico, variado… e habitado por muitas pessoas.
E entre suas centenas de cidades, e milhares de casas, e milhares de pessoas, cada um de nós é apenas “um”…
Um pequenino ser num mundo de milhares de outros seres, num universo de bilhões de outros mundos.
Sabendo disso, algumas vezes nos sentimos muito pequenos.
Algumas vezes nos sentimos solitários e perdidos, como se tudo aquilo que pudéssemos fazer nada significasse na realidade.
Cada um de nós que se sentir necessário.
Cada um de nós quer ser lembrado.
Cada um de nós quer ser importante à nossa própria maneira.
Há muitas e diferentes maneiras de ser importante neste mundo.
Algumas pessoas se tornam médicos e curam os doentes.
Outras tornam-se agricultores e alimentam os que têm fome.
E algumas se tornam professoras e dividem a sua sabedoria e o seu conhecimento.
Mas você pode ser pastor, ou sapateiro, ou padeiro, ou barbeiro, ou capitão, ou tapeceiro, ou um rei!
Porém não importa o que você é, pois existe algo que importa muito mais.
Você ama alguém… e alguém ama você?
Pois o coração é o seu próprio mundo, e nesse mundo você é importante!
E é isso que realmente importa, não é?

E você? Como tem apresentado o mundo às crianças e jovens com quem convive?

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