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Casos e Referências

Marca desenvolve giz de cera com 12 tons de “cor da pele”

Marca desenvolve giz de cera com 12 tons de “cor da pele”
Imagem retirada de Pixabay
25 de outubro de 2017..

E qual a importância de as crianças terem acesso a esse material?

“Ei, me empresta o lápis ‘cor de pele’?”. Você já deve ter escutado essa frase, especialmente dentro do ambiente escolar, onde frequentemente crianças e adultos se utilizam dessa expressão para indicar materiais de desenho com as tonalidades de bege ou rosa, certo? Pois bem, mas qual a relevância de se fazer uma reflexão acerca de um “simples” termo como esse?

Quando associamos a “cor de pele” a cores claras, próximas da cor da pele de uma pessoa branca, acabamos excluindo aqueles que têm peles em outros tons, deixando explícito que existe algo de muito diferente e discrepante entre o conceito e a realidade da diversidade de cores de pele. É como se o marrom e o amarelo, por exemplo, não fossem tão importantes como o bege ou o rosa claro, pois não assumem esse status que os eleva à condição do lápis ou do giz que foi chamado de “cor de pele”. Isso vai deixando nas crianças marcas muito profundas e um tanto veladas, como a baixa autoestima, a sensação de inferioridade, a exclusão, dentre tantas outras consequências…

Essa questão vêm se arrastando por longas décadas ao longo da história. Somente agora parece que tal questionamento vem circulando com maior expressividade para buscar alternativas a esses costumes relativos às questões raciais. Em matéria publicada na página Geledés Instituto da Mulher Negra, descobrimos que a Uniafro (Programa de Ações Afirmativas para a População Negra) e a Koralle, marca brasileira que produz artigos que envolvem o universo artístico, firmaram parceria para desenvolver uma caixa de giz de cera com 12 tonalidades de diferentes nuances entre o bege e o preto para designar a “cor de pele”. Segundo um trecho encontrado na publicação, “o objetivo é que as cores representem a diversidade racial da população brasileira e desconstruam a ideia de que somente o rosa pode ser usado para pintar a cor da pele das pessoas. Também dão força para professores e pais que queiram tratar a igualdade racial com os pequenos”.

 

Imagem retirada da página Geledés Instituto da Mulher Negra

Atualmente a caixa de giz pode ser encontrada na maior parte das escolas públicas do Rio Grande do Sul, bem como através do site da Koralle por R$17,29. A repercussão foi tamanha que a Uniafro tem estudado possibilidades de lançar em breve um novo estojo com 24 cores de pele, ampliando o leque de opções para aqueles que querem encontrar pigmentos mais fiéis para retratar o corpo das inúmeras pessoas ao redor do mundo, tão diferentes e particulares entre si.

O racismo é um problema social grave que ainda faz parte da vida em comunidade, segregando e oprimindo em sua grande maioria a população negra, que é desvalorizada e desrespeitada desde os tempos da escravidão. A falta de representatividade faz com que as crianças, logo cedo, sintam-se deslocadas do mundo social. Prestar atenção nesses detalhes para lutar pela inclusão e ampliação dos espaços de circulação de todos é imprescindível para quebrarmos, pouco a pouco, as barreiras do preconceito.

E você o que pensa sobre isso?

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