Casos e Referências

O Dia de “quem cuida de mim”

O Dia de “quem cuida de mim”
Imagem retirada de Unsplash
7 de Maio de 2018..

Que tal pensar em propostas mais inclusivas para receber as famílias no ambiente escolar?

Com a chegada de datas comemorativas como o Dia das Mães ou o Dia dos Pais, que tradicionalmente envolvem a homenagem das escolas a esses familiares das crianças, é aberto um espaço para a reflexão, seja considerando as distintas configurações familiares, seja pela impossibilidade da presença dessas pessoas nos eventos. Situações de morte, adoção por casais homossexuais, criação assumida por outros adultos ou até pela impossibilidade de convivência temporária com os genitores são algumas das causas pelas quais muitas das crianças acabam ficando deslocadas nessas épocas do ano, nas quais o público homenageado não corresponde à realidade vivida dentro de casa. Mas será que precisa ser sempre assim? Ou podemos pensar em alternativas a essas situações, propondo práticas que deem conta de incluir toda as pessoas?

A diretoria da Escola Estadual Professor Alvino Bittencourt, localizada na Chácara Califórnia, bairro da cidade de São Paulo, decidiu fazer uma alteração simples, porém bastante significativa, trazendo o “Dia de quem cuida de mim”. Trata-se de uma festa aberta a todos: mães, pais, avôs, avós, irmãos, irmãs, tios, tias ou quem quer que a criança deseje convidar! Essa mudança já acompanha o calendário letivo há mais de 3 anos e trouxe maior integração entre os alunos, visto que contempla a diversidade presente em suas histórias, acolhendo as muitas formas de se viver e se relacionar com as pessoas que fazem parte da criação e são importantes para as crianças.

Isso não quer dizer que não seja possível comemorar em particular com mães e pais que esperam por esse dia para estarem junto de seus filhos, mas é importante olhar com cuidado para um espaço que abriga tantas biografias, que nem sempre têm a ver com um cenário específico. Respeitar a pluralidade e valorizá-la no meio coletivo é muito importante para que os pequenos sintam que existe lugar para todo mundo em nossa sociedade. E isso só se torna possível a partir do encontro com as diferenças, proporcionado desde cedo para trazer o entendimento de que elas existem e nos enriquecem de muitas formas.

Esse é um dos papeis da escola e cabe a nós batalhar para que elas sejam exemplos que inspirem a transformação que queremos ver à nossa volta! E você, o que pensa sobre isso?

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