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Casos e Referências

O que podemos aprender com as crianças sobre amizade?

O que podemos aprender com as crianças sobre amizade?
15 de agosto de 2018..

Reflita conosco!

Muitas vezes nos lembramos com certa nostalgia da infância: um momento em que as relações pareciam descomplicadas e fazer amigos aparentava ser muito mais fácil. Embora nossas memórias muitas vezes remetam a leveza e disponibilidade, lidar com a convivência e com a aproximação social nem sempre é tão natural para as crianças. Esse caminho envolve muita coragem para vencer a timidez e o estranhamento de sair do aconchego familiar, bem como para aprender a se comunicar, a compartilhar e a respeitar as diferenças.

Entretanto, muitas vezes os pequenos encontram formas desinibidas e criativas para iniciar um laço. Podemos aprender muito com essa maneira de se envolver e se interessar pelo outro.

Uma campanha do Reino Unido chamada Be More Us, cujo intuito é combater o isolamento entre as pessoas e incentivar novos vínculos, captou com câmeras escondidas a espontaneidade com a qual crianças de 6 anos interagem em uma primeira aproximação. Veja abaixo:

Tradução livre por Toda Criança Pode Aprender:

Será que esquecemos como fazer amigos?
Para descobrir, mandamos os experts.
Menino: “Oi!”
Jovem: “Oi!”
Menina: “Olá!”
Senhor: “Olá.”
Menina: “Meu nome é Layla.”
Mulher: “Hmm.”
Jovem: “Você está aqui com seus pais ou..?”
Menino: “Sim, com minha mãe.”
Menina: “Você é tímida ou algo assim?”
Mulher: (risos) “Não.”
Menina: “É meio chato tomar chá ou café sozinho. Você precisa de alguém com quem conversar!”
Menino: “Por que você está usando esse chapéu?”
Menina: “Quanto dinheiro você tem?”
Menina: “Por que seu cabelo é branco?”
Senhor: “É um pouco como as árvores no outono, sabe? Como se você perguntasse à árvore: ‘Por que suas folhas são marrons?’”
Mulher: “Você diz no banco ou..?”
Menina: “Eu quis dizer o dinheiro que você carrega no bolso ou coisas assim.”
Mulher: “560 libras por mês, pensão.”
Menina: “Uau!”
Mulher: “Se você tivesse esse dinheiro, o que faria com ele?”
Menina: “Eu compraria um cachorro e uma casa e uma piscina e iria no X Factor”.
Menina: “Você tem Netflix?”
Senhora: “Nada disso, eu só tenho um rádio.”
Menina: “A gente normalmente brinca de bulldog.”
Senhor: “As pessoas ainda brincam de bulldog?”
Menina: “Sim!”
Senhor: “Eu me lembro de brincar disso.”
Mulher: “Peter Piper pegou um pacote de picles de pimenta.” (Trava-línguas).
Menina: “Peter Piper pegou um…” (risadas). “Quem são seus amigos e onde eles estão agora?”
Mulher: “Alguns dos meus amigos estão fora do país. Eu nasci na Jamaica, então grande parte dos meus amigos está lá, sabe?”
Jovem: “Eu sou novo em Londres.”
Senhor: “Bem, eu tinha centenas, milhares de amigos. Mas no momento eu tenho… tenho bastante amigos de Facebook.”
Menino: “Então talvez eu pudesse sentar com você e tomar um café…”
Jovem: “Você gosta de café?”
Menino: “Sim.”
Jovem: “Mesmo? Qual o seu preferido?”
Menino: “Chocolate quente.”
Jovem: “Chocolate quente?”
Menina: “Por que todos não podem ser amigos?”
Senhora: (risos) “Boa pergunta!”
Senhora: “Não é tão simples assim, na verdade.”
Senhor: “Eu não poderia apenas falar para alguma pessoa daqui e dizer ‘você gostaria de brincar comigo?’ Isso seria um pouco estranho.”
Menina: “Eu acho que todos deveriam conversar.”
Senhor: “Ora, isso foi a coisa mais legal que escutei hoje.”
Senhora: “Você realmente fez meu dia!”
Menina: “Fazer amigos é mais fácil do que comer chocolate!”
Menina: “Eu acho que todas as pessoas do mundo deviam fazer uma grande festa e virar amigas.”
Lembra-se de quando fazer amigos era brincadeira de criança?
Sejamos mais abertos. Estejamos mais juntos. Sejamos mais nós mesmos. Saiba mais em BeMoreUs.org.uk

Em grande parte das vezes, a espontaneidade, a ingenuidade e a desinibição das crianças ajudam nas aproximações. Porém, o que vale notarmos é a capacidade de ver no outro alguém que não é tão diferente assim e que pode ter interesses em comum, por mais simples que sejam. Será que podemos aprender com isso? E de que forma continuar permitindo essa liberdade às crianças em um mundo em que estamos cada vez mais preocupados, desconfiados e ensimesmados?

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