Casos e Referências

Preconceito nos livros didáticos

Em parceria com Catraquinhaicone-link-externo

O Catraquinha é fruto de uma parceria entre o Instituto Alana e o Catraca Livre. O site reúne informações interessantes para pais, educadores e familiares – de agenda cultural a projetos transformadores para a infância – com o intuito de empoderá-los para que interfiram positivamente no desenvolvimento das crianças, deixando-as exercer em sua plena potência a criatividade e a autonomia.

29 . August . 2017

Mãe denuncia racismo em livro didático de escola particular. Confira neste post de nosso parceiro Catraquinha.

Certo dia, ao ajudar seu filho de três anos a fazer a lição de casa, Aline Lopes, de 30 anos, se deparou com os seguintes enunciados no livro didático adotado por uma escola particular de Pernambuco:

Em post no Facebook, Aline postou imagens da lição com a seguinte legenda:

“Tarefa de casa de​ Nauã, três anos de idade. Encontre o erro.”

Em outro post, anterior, ela comentou o assunto, sob a perspectiva de uma mãe branca que começou a vivenciar o racismo  por meio da experiência da maternidade: “Tive de começar a sentir o peso do racismo dentro da minha casa depois que os meus dois filhos nasceram. Aymê, de cinco anos, e Nauã, de três, são duas crianças negras. Desde então, eu tenho de lidar com coisas desagradáveis, as quais nunca passei na minha infância”.

Os posts tiveram mais de 460 compartilhamentos e repercutiram na imprensa nacional pelo teor racista das representações propostas pelo enunciado.

Aline ainda relatou que, em conversa com o colégio particular do filho, a direção da instituição informou a ela que não compactuava com nenhum tipo de preconceito, mas que não seria possível deixar de usar o livro por conta do contrato firmado com a editora.

A editora responsável pelo livro compartilhou em seu Facebook uma nota sobre o assunto:

Se analisarmos atentamente as imagens das duas atividades do livro, vemos ainda que estão em pauta outras questões, como de gênero e de estereótipos de famílias. Além disso, por que se considera que o estado de felicidade é representado por alguém sorrindo? Ser feliz é certamente muito mais amplo e complexo!

A editora apresenta sua explicação informando revisar o livro para 2018. Porém, nada justifica concepções como essas em 2017.

Também vale deixarmos outro tópico para reflexão: a Educação Infantil, com toda a sua especificidade, demanda mesmo o uso de livros didáticos e a realização de lições por parte das crianças, como essas propostas para alunos de 3 anos?

E você, como vê essas questões? Envie seu comentário para nós!

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