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Pressão por “corpo perfeito” e sentimento de “não ser boa o suficiente” impactam meninas já aos 7 anos

Pressão por “corpo perfeito” e sentimento de “não ser boa o suficiente” impactam meninas já aos 7 anos
Imagem retirada de Pixabay
28 de Março de 2018..

Dados alarmantes convidam a refletir sobre a precocidade com a qual as meninas são afetadas pelo machismo.

Não é novidade para ninguém que a educação que damos às crianças em casa e na escola pode transmitir preconceitos dos mais diversos, uma vez que não estamos isolados dos valores e crenças que permeiam as relações sociais. Do ponto de vista da desigualdade de gênero, já discutimos algumas vezes, inclusive aqui, aqui e aqui, sobre os reflexos da transmissão de estereótipos e seus impactos sobre meninos e meninas. Alguns dados de 2016, recolhidos por pela pesquisa “Girls’ Attitudes Survey” da instituição britânica Girlguiding, preocupam ainda mais! Eles reiteram que desde cedo as meninas são afetadas em sua autoimagem e em suas possibilidades de expressão pelas exigências da sociedade machista na qual vivemos.

O estudo anual foi realizado com mais de 1600 meninas e jovens do Reino Unido, com idades entre 7 e 21 anos. Abaixo, divulgamos alguns dos resultados referentes a garotas de 7 a 10 anos e que surgiram ao longo da investigação:

  • 22% frequentemente não se sentem boas o suficiente e 20% sentem-se ansiosas e preocupadas;
  • 27% temem ser julgadas pelos outros e 14% não pediriam ajuda a adultos por acreditarem que espera-se que as meninas tolerem e aguentem sozinhas algumas situações;
  • Apenas 45% sentem-se muito satisfeitas com sua aparência. 13% estão descontentes com o próprio aspecto;
  • 15% sentem que não são bonitas o suficiente durante a maior parte do tempo;
  • 15% sentem vergonha em relação a própria aparência;
  • 17% pensam frequentemente que deveriam perder peso;
  • 36% concordam com a afirmação de que as pessoas levam as meninas a acreditarem que sua aparência é o que há de mais importante a seu respeito.
  • 42% concordam com a afirmação  de que para ser bem sucedida a mulher deve ser atraente, além de boa no que faz, enquanto para os homens, a aparência não importa;
  • 25% experienciaram situações em que alguém disse algo maldoso em relação ao seu corpo;
  • 22% dizem não terem aprendido o nome de todas as partes do seu corpo na escola;
  • 12% se sentiram “idiotas” apenas por serem garotas;
  • 12% acreditam que os meninos se saem melhor em matérias como matemática, ciências e tecnologia. Para 15% tais assuntos parecem ser mais “para meninos”.

E essas são apenas algumas das informações levantadas pela Girlguiding acerca das meninas do Reino Unido. Como será que tais índices se modificam no Brasil? De que forma estamos contribuindo para que garotas tão jovens se sintam tão incapazes e insuficientes? O que podemos fazer para mudar isso?

Nós, do Toda Criança Pode Aprender, acreditamos que é imprescindível estarmos atentos aos modelos que, como adultos, damos às crianças. A forma como nos relacionamos, as regras pelas quais nos pautamos, a maneira como equilibramos as tarefas em casa e na escola, as expectativas que nutrimos em relação a meninos e meninas… Esses e outros aspectos influenciam diretamente na forma como educamos e tomamos decisões em relação às crianças com quem convivemos. Estejamos despertos para isso a fim de não reproduzirmos situações de desvalorização, discriminação e injustiça!

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