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Casos e Referências

Que tal pensar sobre o protagonismo infantil na hora da introdução alimentar?

Que tal pensar sobre o protagonismo infantil na hora da introdução alimentar?
Imagem retirada de: www.pixabay.com
22 de Janeiro de 2018..

Algumas questões para refletir a respeito das primeiras experiências dos pequenos com a comida!

Atualmente, existem muitos métodos diferentes para inaugurar a transição do leite materno (ou da fórmula) para os outros alimentos que podem compor a dieta dos bebês. Alguns especialistas dizem que isso deve ocorrer dos 4 aos 6 meses de idade, começando pelas papinhas e mingaus; outros recomendam que se ofereça a comida já picada para que a criança possa ir se familiarizando com os gostos, com as cores e texturas durante as refeições.

Não existe, de fato, apenas uma forma correta de se fazer essa iniciação, e essa costuma ser uma fase repleta de dúvidas e inseguranças por parte dos adultos cuidadores. O que oferecer? Qual o modo de preparo dos alimentos? Qual a quantidade adequada? Antes de mais nada é fundamental que os pais ou responsáveis sejam nutridos de conhecimento, pois isso trará a segurança necessária para que eles lidem com esse assunto de maneira apropriada.

Foi a partir da entrevista realizada pelo nosso parceiro Catraquinha com a educadora Fabiolla Duarte, do projeto Colher de Pau, que nos propusemos a pensar nesse tema tão importante e diverso.

O bebê começa a perceber e distinguir sabores por meio do líquido amniótico, ou seja, desde a barriga de sua mãe. Quanto maior for a variedade dos grupos alimentares ingeridos por ela, mais rica será essa experiência. A partir do seu nascimento, a criança deve consumir exclusivamente o leite materno ou a fórmula preparada que o substitui em casos de impossibilidade de aleitamento. Dos 6 meses em diante, que é quando o sistema digestivo já está mais desenvolvido, os dentes despontam e o PH está mais apto a receber novas substâncias, é ideal que o adulto comece a pensar na apresentação de legumes, frutas, verduras, cereais, raízes, tubérculos e papinhas ricas em nutrientes que ajudem no crescimento do bebê, na mastigação e no desenvolvimento de seu paladar.

No início, pode ser que a criança rejeite certas coisas, mas isso não quer dizer que ela nunca mais vá provar ou gostar de tais alimentos. É importante respeitar o tempo e o desejo dela, fazendo essa oferta em outras situações e sob diferentes modos de preparo, quantas vezes forem necessárias. Deixar que a criança se interesse e vá construindo aos poucos a sua própria trajetória com a comida é fundamental para que crie uma boa relação com ela. Forçar a ingestão ou atrelar recompensas pode prejudicar esse processo, pois ela aprenderá que há comidas que deve suportar para encontrar sua satisfação futuramente. Portanto, vale pensar com cuidado nos desdobramentos desses recursos durante as refeições.

Cabe aos adultos preparar opções saudáveis, dando espaço para os pequenos se movimentarem em direção a elas de maneira curiosa. O olhar, o tato, as descobertas, o tempo e as vontades devem ser delicadamente observados para melhor satisfazer as crianças nesse sentido, apostando na autonomia que a escolha traz dentro de tantas possibilidades.

Como também tratamos aqui e aqui, vale compartilhar com as crianças os momentos de preparo dos alimentos, inserindo-as, conforme crescem, cada vez mais nessa tarefa. É uma boa forma de se familiarizarem com sabores, ingredientes e modos de preparo de um mesmo alimento, instigando-as a experimentar e apreciar distintos pratos.

Conte-nos abaixo como foi a sua experiência com a introdução alimentar do seu bebê e/ou divida conosco conhecimentos a respeito dessa prática para pensarmos juntos sobre o tema!

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