Casos e Referências

Retratos sobre o desperdício: exposição organizada por jovens de uma comunidade paulistana nos leva a refletir sobre o consumo e descarte de alimentos

Imagem retirada de Pixabay
18 de outubro de 2017..

Confira abaixo algumas fotos e informações sobre o projeto!

Em matéria publicada no site do Portal Aprendiz, um dos nossos parceiros, conhecemos uma bela iniciativa encabeçada pelos jovens do Instituto Reciclar. Trata-se de uma exposição fotográfica que ganhou o nome de “Trashfood: lixo de um, luxo do outro”, que busca despertar um olhar atento e crítico para a forma como temos nos relacionado com a comida em nossa sociedade.

Esse é um debate que se faz a cada dia mais urgente, visto que a quantidade de lixo produzido tem crescido pelo mundo inteiro. A cultura do descarte, que cultua o novo, a tecnologia e a modernidade fazem com que produtos que poderiam durar anos diminuam o seu prazo de validade para estimular a rotatividade necessária para movimentar o mercado. Com isso, aceleramos e geramos um montante sem fim de resíduos, agravando os danos à natureza, que não está sendo capaz de comportar essa multiplicação de lixo nos aterros sanitários.

Além disso, a fome ainda é um problema sério no Brasil e é de extrema importância que se crie uma consciência a respeito de onde vem essa comida que está presente todos os dias em nossa mesa, quem a produziu, como foi transportada e como pode ser ingerida de modo a ser aproveitada da melhor maneira, para que não joguemos fora aquilo que possivelmente estaria alimentando outras pessoas.

Alternativas vêm sendo pensadas para driblar essa situação e promover um consumo mais sustentável daquilo que nos serve. A missão do Instituto Reciclar, portanto, é justamente “proporcionar a adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade e risco social oportunidades de educação complementar à escola e aprendizado profissional, para promoção de sua autoestima, inclusão social e exercício pleno da cidadania”. Nesse sentido, em 1995, um grupo de empresários uniu-se em prol de um ideal comum: quebrar o ciclo de exclusão social dos jovens da comunidade do Jaguaré, na zona Oeste de São Paulo, a partir de um programa de formação transformador que fosse economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente correto. Com o auxílio de profissionais engajados e voluntários que propõem oficinas criativas de soluções, esses jovens têm aprendido por meio da gestão de projetos a pensar em estratégias para lidar com problemas reais da comunidade como ponto de partida para suas intervenções.

Outras ações foram realizadas conjuntamente a esse projeto. O aplicativo Trocaki, por exemplo, foi criado por esses mesmos jovens para incentivar a troca de mercadorias entre os moradores da própria comunidade do Jaguaré, como roupas, eletrônicos, objetos e outros bens. Beatriz Lima, uma das estudantes, dá o seu depoimento na matéria: “Estudamos o consumo colaborativo e adoramos a ideia de adquirir coisas novas sem gastar nada”. O app reúne também informações sobre consumo sustentável e links para outras iniciativas similares, bem como uma agenda com as próximas feiras de trocas que acontecerão pela região.

Demais, não é mesmo?!

Abaixo você pode conferir algumas das fotos apresentadas na exposição, que acontece na sede do próprio Instituto:

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