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“Conecte-se ao que importa”: contra o abandono virtual

“Conecte-se ao que importa”: contra o abandono virtual
Imagem retirada de Conecte-se ao que importa
22 de novembro de 2017..

Campanha visa alertar as famílias sobre à pouca atenção dada às crianças frente ao uso excessivo que os pais fazem das tecnologias.

Você já parou para pensar que crianças – e não poucas! – se sentem “trocadas” pelos celulares? É isso mesmo! A partir de um estudo que indicou que 87% das crianças brasileiras se sentem substituídas por um celular, o Conselho Regional de Medicina do Paraná, por meio do Programa “Dedica” – Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente-, criou a campanha intitulada “Conecte-se ao que importa”.

A ideia da campanha é alertar sobre o que denominam de violência virtual: o uso excessivo dos celulares, inclusive no ambiente doméstico, desviando os olhares dos pais, reduzindo significativamente a interação com as crianças e o tempo que poderia ser dedicado a elas. Segundo Luiz Ernesto Pujol, presidente do CRM-PR e também um dos idealizadores da campanha, cada vez mais tem-se identificado “aspectos de negligência na atenção familiar às crianças e adolescentes em decorrência do uso abusivo dos meios eletrônicos no dia a dia, determinando um verdadeiro abandono no relacionamento interpessoal”.

Se a grande preocupação dos pais é o tempo que passam fora de casa, longe dos filhos, é preciso que se lembrem de que estar dentro dela não basta! O desejável não é apenas a presença física, mas as possibilidades amplas e fundamentais de interação que podem ser estabelecidas com os filhos: brincar juntos, conversar, estar atento à criança (a seus gestos, falas, atitudes), compartilhar a leitura de um livro… Esses são momentos que têm sido reduzidos, pois “estar em casa” nem sempre representa estar disponível para essas interações.

Os médicos paranaenses que fundaram a campanha destacam, ainda, que novas doenças têm sido identificadas e estão diretamente relacionadas ao uso intenso das tecnologias: “Da necessidade do uso, parte-se para os vícios e hoje se tem a Síndrome de Nomofobia ‑ ou No Mobyle Phobia ‑ em pessoas de todas as idades e profissões, inclusive da área médica, que não conseguem passar algumas horas longe de seus aparelhos celulares. Ao mesmo tempo, surgem os adictos à internet, com sinais de dependência que os retiram da vida comum, bem como síndromes de isolamento com o humano, sendo exemplo a síndrome do celibato, quando adolescentes e adultos preferem o relacionamento com parceiros virtuais, criados aos seus gostos e desvios psíquicos” (relato da coordenadora do Programa Dedica, Luci Pfeiffer).
O programa pretende ir ainda mais longe, lançando uma segunda campanha para discutir o uso das tecnologias pelas próprias crianças e os impactos negativos que isso traz ao desenvolvimento infantil quando ocorre de modo excessivo.
As peças criadas para a campanha atual chamam a atenção para o que tem sido perdido quando os olhares adultos estão centrados nas telas e o que se pode ganhar na relação com as crianças e adolescentes quando isso muda. Vale conferir algumas das peças e refletir sobre o tempo que efetivamente destinamos a estar e a interagir com nossos filhos.

Para saber mais sobre a campanha acesse: “Conecte-se ao que importa

 

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