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Imitar Educa: qual o valor da imitação no processo de aprendizagem?

Imitar Educa: qual o valor da imitação no processo de aprendizagem?
27 de fevereiro de 2017
Este artigo faz parte da série:

Série Educa

Neste post da série Educa, descubra o que as crianças aprendem imitando pessoas com as quais convivem e situações que vivenciam.

Como já comentamos por aqui, as crianças são extremamente observadoras, desde muito pequenas. Estão sempre atentas ao que veem e vivenciam. E é por meio da observação que as crianças também imitam e aprendem muito.

A imitação é um dos recursos mais valiosos de que dispõem os pequenos para realizar novas aprendizagens, dia a dia. A aquisição inicial da fala, por exemplo, se dá pela imitação, pela reprodução de sons e palavras que as crianças escutam no contato com as pessoas com as quais convivem, como pais, cuidadores, irmãos etc. Essa é uma das razões pelas quais é tão importante falarmos com as crianças, desde que são bebês.

Por esse mesmo recurso, outras aprendizagens ocorrem como as primeiras interações com objetos, como os brinquedos, as primeiras tentativas de se alimentar sozinho, as primeiras interações sociais com outras crianças, enfim, seja do ponto de vista físico, emocional, social e cognitivo inúmeras conquistas feitas pela criança se dão por meio da imitação.

As crianças reproduzem aquilo que intencionalmente queremos que aprendam, como quando desejamos que repitam o nome de algo (“você quer água? Isso chama ‘água’”) ou quando queremos que repitam uma ação (“joga a bola para mim, assim, agora é sua vez”) ou um comportamento (“agora, diga, ‘por favor’…”). Porém, é fato que observam todo o tempo e também são capazes de reproduzir aquilo que efetivamente não temos a intenção de ensinar. Se presenciam alguém gritando com outra pessoa, mesmo que isso não as envolva, as crianças podem aprender que gritar com os outros é algo que elas também podem fazer.

É assim que aprendem, ainda, sobre questões de gênero, sobre respeito, sobre preconceito, sobre como cuidar dos espaços coletivos e muito mais. Importa, por essa razão, refletirmos sobre o papel que nós, adultos, temos como modelos para as crianças. Se observar e imitar são recursos para aprender, tudo o que observam, de fato, por ser reproduzido e apropriado por elas, seja algo positivo ou não.

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