17 de agosto de 2026
A metodologia Aprender a Estudar Textos (AET), desenvolvida pelo Labedu, e o processo de formação continuada construído a partir dela foram destaque em um dos aprofundamentos temáticos mais procurados do 2º Encontro Nacional dos Municípios de Médio e Grande Porte, realizado pelo Ministério da Educação (MEC) em Brasília. O evento integra o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA) e reuniu gestores públicos municipais, técnicos de secretarias de educação e representantes de entidades nacionais do campo educacional, nos dias 29 e 30 de junho e 1º de julho, em torno de um eixo central: como os municípios de médio e grande porte podem garantir, com maior efetividade, o direito à alfabetização de todas as crianças.
Carla Tocchet, coordenadora de Metodologias e Projetos do Labedu, conduziu o aprofundamento temático “Aprender a Estudar Textos”, nos dias 30 de junho e 1º de julho. A atividade foi uma das opções oferecidas aos gestores e equipes técnicas municipais, que podiam escolher entre os temas propostos, e contou com ampla participação, reunindo representantes de municípios de todas as regiões do país.
Durante a oficina, foi apresentada a metodologia que oferece estratégias didáticas, recursos práticos e ferramentas para explorar todo o potencial dos textos escolares. O objetivo é qualificar as práticas de leitura em sala de aula e apoiar os estudantes na transição do “aprender a ler” para o “ler para aprender”, fortalecendo autonomia, compreensão e protagonismo leitor após o ciclo de alfabetização.
Além disso, foi discutido o processo de construção da formação continuada de professores a partir da proposta, a partir do compartilhamento da experiência do Labedu no Maranhão e na Bahia. Foram apresentadas produções de estudantes, registros de professoras e textos anotados, ilustrando como as estratégias do AET se traduzem no cotidiano das salas de aula.
Segundo Carla, a experiência de implementação de programas de formação continuada para fortalecer a capacidade leitora e com foco especialmente na história dos povos africanos e indígenas do Brasil teve grande adesão entre os presentes. “Os gestores ficaram muito animados com a perspectiva que o material e as produções das crianças trazem sobre a História brasileira, e tanto a metodologia como a construção de programas de formação continuada suscitaram discussões muito ricas, que podem levar a compreensão da alfabetização a novos patamares”, afirmou.
Danilo Soares Escobar, da Coordenação-Geral de Alfabetização do MEC (COGEALF), que acompanhou a condução da oficina, destacou a relevância da temática e o formato da atividade. “A oficina trouxe reflexões muito importantes sobre os desafios da leitura e o papel do professor nessa mediação, de forma didática, leve e muito próxima da prática. A dinâmica favoreceu a participação colaborativa: todos os presentes se sentiram parte e trouxeram suas próprias experiências e realidades, enriquecendo as discussões”, pontuou.
