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Aprender a Estudar Textos

DENTRO DA ESCOLA . 2019

Aprender a Estudar Textos é uma metodologia de formação continuada para professores do Ensino Fundamental I, especialmente de 4˚ e 5˚ ano, que oferece recursos pedagógicos para incorporar a linguagem dos textos escolares como uma ferramenta para ensinar e aprender.

Seu principal objetivo é promover o uso em sala de aula de estratégias inovadoras de trabalho com textos didáticos que possam contribuir para que os estudantes se apropriem da linguagem acadêmica como porta de entrada ao mundo do conhecimento. Assim, espera-se contribuir para a formação de leitores ávidos e críticos, que não só compreendem o que leem nas diferentes áreas curriculares, como também aprendem a pensar, refletir, formar opinião, dialogar e estabelecer relações entre os conteúdos das mesmas.

Em 2019, a metodologia Aprender a Estudar Textos foi implementada em parceria com a Escola Estadual Prudente de Moraes, localizada na cidade de São Paulo. Ao longo do ano letivo, foram realizados 28 encontros formativos, totalizando mais de 50h de ações síncronas de formação voltadas para o estudo e planejamento de atividades, bem como o acompanhamento de ações realizadas em sala de aula. 

​​Localização da Escola Estadual Prudente de Moraes (Diretoria de Ensino – Região Centro)

Com o intuito de contribuir para que os alunos da escola parceira aprendam mais e melhor, os professores do 4º e 5º ano foram orientados no estudo e na implementação de sequências de atividades em sala de aula para explorar textos da área de História, envolvendo-os em ações linguísticas e cognitivas que contribuem para o processo de aprendizagem: ler, interpretar, analisar, parafrasear, resumir mapear, reproduzir, citar, comentar e, por fim, utilizar os conhecimentos adquiridos como base para a produção de novos conteúdos sobre os assuntos em questão.

Para exemplificar o tipo de interação que o projeto favorece, segue a transcrição de um diálogo ocorrido durante a conversa prévia à leitura do texto, em que uma professora contextualiza o estudo do conteúdo histórico através de perguntas e intervenções planejadas durante a formação. A intenção era mapear e acionar os conhecimentos que os alunos já possuíam, seja a partir de suas vivências fora da escola ou de unidades anteriormente trabalhadas.

Interação professor e alunos

Exemplo de interação de uma professora com seus alunos

 

Vídeo de apoio ao planejamento de atividades em sala de aula, com exemplos das professoras da Escola Estadual Prudente de Moraes

Com base no conhecimento acumulado por meio de experiências piloto em outros contextos, na Escola Estadual Prudente de Moraes organizamos o percurso de formação “em espiral”, baseado na ação-reflexão-ação, ao invés de uma proposta linear de emissão de informação, como costuma ocorrer nos cursos avulsos.

Os conteúdos do projeto não foram abordados de forma isolada, mas a partir de um percurso direcionado à prática. Ou seja, para implementar cada uma das 10 sequências de atividades previstas, foi aprofundado um recorte diferente de conteúdos, com vistas a:

  • Definir os objetivos de aprendizagem, tendo clareza sobre o que se espera que os alunos aprendam com a leitura.
  • Entender o texto para ensinar melhor, atentando-se à linguagem e sua relação com os conteúdos de História.
  • Juntar as peças do quebra-cabeça e planejar atividades para estudar e aprender com os textos em aula.

Essa estrutura serviu como base para o desenho da plataforma de formação do projeto, que oferece propostas, orientações e relatos de implementação de atividades para ensinar e aprender a estudar textos.

Sem uma mediação pedagógica de qualidade, que proporcione um ambiente rico, analítico e provocador na sala de aula, não é possível garantir a compreensão profunda dos textos. E isso depende da formação dos professores.

Com o projeto Aprender a Estudar Textos, traçamos uma proposta voltada ao desenvolvimento de conhecimentos que deem embasamento, repertório prático e autonomia para tomar decisões frente aos desafios reais da sala de aula, tendo em vista que a aprendizagem de qualidade e equitativa deve ser o sentido de qualquer ação educacional.

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