Casos e Referências

Sim, as crianças podem aprender… e de tudo um pouco!

22 de abril de 2015..

Insistimos em dizer e demonstrar, como aqui e aqui,  o tanto que as crianças são capazes de aprender e de colocar em prática os saberes que constroem. Um vídeo que circula na internet traz mais um exemplo para pensarmos sobre isso.

Nele, uma menina de 3 anos nos apresenta um longo credo de aluno, numa aula de tae-kwon-do, repetindo as falas – e as entonações! – de um adulto, possivelmente sua professora. Vamos conhecer essa garotinha?

Em outro vídeo, um menino de 2 anos demonstra passos de flamenco, embalado pelas palmas, marcando o ritmo, e as risadas de alguns adultos ao seu redor.

Uma graça esses dois, não é mesmo? Porém, a partir dessas situações, é possível pensarmos em algumas questões. Uma delas é a maneira como o adulto pode atuar com as crianças. E é importante considerarmos que as crianças aprendem não apenas o que dizemos a elas, mas igualmente sobre a forma como o fazemos.

O adulto com quem a menina do vídeo interage demonstra um misto de autoridade e de rigidez, algo explícito inclusive em seu tom de voz, e parece ter o propósito de doutriná-la. Na outra situação, temos algo muito distinto: os adultos que atuam com o menino querem, sim, ensinar os passos da dança, mas o fazem se divertindo com ele e com suas tentativas. O que será que as duas crianças estão aprendendo com esses modelos?

As crianças podem aprender, e colocar em prática, muito do que veem, do que escutam, do que observam no meio em que vivem e na interação com os adultos, mesmo sem entender completamente todas as falas e as atitudes.

Tal como aprendem por repetição e imitação expressões de cortesia, como dar bom dia a alguém ou agradecer por elogios e gentilezas, por exemplo, podem também aprender a usar xingamentos, a utilizar termos desrespeitosos ou preconceituosos ao se referir a determinadas pessoas, a dar ordens e não a pedir, a gritar com os outros.

As crianças pequenas são bastante sugestionáveis e podem aprender muito do que ensinarmos, direta ou indiretamente, já que estão sempre atentas aos modelos do seu meio familiar, social, da televisão, da internet… Vale, então, acharmos graça nesses vídeos, com certeza, mas também pensarmos sempre sobre o valor dos modelos no dia a dia das crianças.

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