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O impacto da presença de produtos e marcas nas escolas infantis

O impacto da presença de produtos e marcas nas escolas infantis
Imagem retirada de Unsplash
Em parceria com Portal Lunetasicone-link-externo

O Lunetas é um portal de conteúdo sobre as muitas infâncias do Brasil. Pensado para famílias e interessados no tema, o site oferece informações em diversos formatos, conta histórias, provoca reflexões, inspira atitudes e também explora os múltiplos olhares sobre as múltiplas infâncias.

14 de maio de 2019

De brindes e panfletos distribuídos na saída a promoções e excursões, as táticas são diversas – e abusivas.

Se já escutaram frases parecidas com essas, certamente sabem do que se está falando quando a questão é a existência de publicidade infantil no ambiente escolar:

— Mãe, você consome laticínios três vezes ao dia?;

— Pai, preciso comprar esse suco, porque minha escola quer ganhar a competição de quem junta mais embalagens!;

— Avô, essa loja de materiais escolares dá desconto levando esse papel;

— Tia, olha o desenho que eu fiz com o lápis de cor que umas moças levaram hoje na escola;

— Avó, eu e meus amigos da escola vamos visitar um parque de diversões muito legal no shopping.

As crianças são o público-alvo de muitas campanhas publicitárias desenhadas especialmente para elas, veiculadas nos diversos meios de comunicação e espaços que frequentam. A escola, infelizmente, é um deles.

Em coluna para o nosso parceiro Portal Lunetas, Ekaterine Karageorgiadis, advogada e coordenadora do Programa Criança e Consumo, traz uma importante reflexão sobre os motivos pelos quais marcas não deveriam entrar nas escolas.

É fundamental que famílias e educadores se unam para fazer frente a essa prática que nem sempre é fácil de ser identificada, e que impacta fortemente os estudantes, desde muito novos.

As diferentes estratégias de publicidade infantil nas escolas

Empresas entram nas escolas públicas e privadas para entregar às crianças amostras grátis ou  folhetos promocionais de produtos, cursos de idiomas, passeios e pacotes de viagens. Posicionam seus chamativos cartazes nas cantinas escolares, influenciando o desejo de consumo na hora do lanche. Algumas apresentam espetáculos musicais ou teatrais protagonizados pelos ídolos infantis para, ao final, vender aos pequenos CDs, fotos, álbuns de figurinhas ou brinquedos.

Outras convidam as crianças a visitarem suas fábricas. E há aquelas que, por meio de estratégias bastante complexas, desenham conteúdos pedagógicos e materiais didáticos para envolver as crianças em competições esportivas, concursos culturais e desafios artísticos com a intenção de promover discursos e valores que atendem a seus interesses corporativos.

Campanhas comerciais nesses espaços são reforçadas pelo importante papel dos educadores nas vidas dos pequenos e passam por cima das famílias, já que elas, muitas vezes, só ficam cientes do que aconteceu depois que o impacto já aconteceu, quando os pequenos chegam em casa desejantes e transmitindo os novos conhecimentos adquiridos, baseados em discursos corporativos.

Não à toa, pesquisadores de diversas áreas, órgãos públicos e organismos internacionais já trataram do tema e ressaltam a importância de fazer das instituições de ensino um ambiente livre de publicidade para crianças.

Essa é uma discussão de extrema importância para a formação da criança e que pode ter impacto na maneira como ela enxerga e se posiciona diante de uma oferta cotidiana de produtos diversos. Para saber mais sobre a educação para o consumo proposta por Ekaterine, leia o texto completo no Portal Lunetas.

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