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Que tal pensar sobre a lancheira das crianças?

Imagem retirada do Instagram pessoal da Bela Gil.
24 de agosto de 2017

Algumas reflexões para acompanharem a hora da merenda e o preparo dos alimentos que oferecemos às crianças.

Já faz algum tempo que os hábitos alimentares da apresentadora e nutricionista Bela Gil viraram polêmica na Internet. Engajada em questões ambientais e de consumo saudável, ela foi bastante questionada ao postar uma foto da lancheira que preparou para a sua filha, Flor, levar à escola. O conteúdo era: banana da terra e batata doce cozidas, granola caseira, castanhas e água. Muitos a criticaram, dizendo coisas do tipo: “Isso é um absurdo! Criança tem que comer besteira. Deixa ela levar salgadinho, achocolatado…”, ou seja, coisas que costumam fazer parte do universo infantil.

Em sua defesa, Bela Gil trouxe um questionamento bastante válido, que nos leva a pensar a lancheira enquanto parte de um hábito alimentar que se constrói junto a criança, e não como uma exceção às demais refeições. A merenda será consumida durante 5 dias da semana e precisa ser levada a sério, visto que saúde e o modo de se alimentar também fazem parte de um processo educativo.

Alimentos ultra processados, industrializados e de baixo valor nutricional não somente introduzem comidas de procedência duvidosa, repletas de ingredientes químicos, na dieta dos pequenos, como também produzem uma quantidade enorme de lixo trazido pelas embalagens, sacos e caixinhas que os acompanham. Bela Gil aponta, ainda, que esta é uma questão ampla a ser debatida, visto que o impacto desse consumo desenfreado se reflete diretamente na natureza e sua sustentabilidade. Pensando nisso, e levando em consideração que nossos meninos e meninas estão em constante processo de desenvolvimento, vale nos questionarmos sobre o que oferecemos a eles enquanto substâncias que darão energia e estrutura para correrem, brincarem, aprenderem e se lançarem pelo mundo a fora!

Montar a lancheira junto às crianças, portanto, é uma ótima oportunidade para envolve-las nesse processo e ensiná-las um pouco mais sobre a imensa variedade de alimentos que são gerados pela terra que cultivamos e que integram as refeições diárias de milhares de pessoas. Convidá-las a provar coisas novas e instrui-las sobre o que podem consumir e o que devem evitar fornece as informações necessárias para que selecionem bem os alimentos antes de ingeri-los e possam se deliciar com sabores e texturas que antes desconheciam, aumentando seus repertórios. Isso lhes trará maior consciência a respeito do que comem, bem como as autoriza a escolher suas preferências dentro desse leque de opções que lhes é oferecido.

Algo bastante comum nas escolas é a prática de se compartilhar o próprio lanche com os colegas, o que envolve abrir espaço para uma experimentação e um momento de troca interessante, tanto do ponto de vista social, quanto de intercâmbio cultural. Aí elas passam a conhecer costumes e misturas feitas em outras casas, com as quais não entrariam em contato se não fosse esse ambiente de interação e diversidade. Cada família é responsável pela transmissão de valores e ideais que julga adequados à criação de seus filhos e é importante que possamos respeitar e conviver com essas diferenças.

A hora de comer é valiosa, envolve afeto, descobertas e quantidades, e os pequenos podem se colocar a par de tudo isso desde cedo. É fundamental que adquiram conhecimento a respeito do impacto da ingestão de cada alimento em seu organismo para melhor entendê-lo e se apropriar dele da melhor maneira possível!

Seguem alguns vídeos do “Canal da Bela”, com opções para pensarmos em lancheiras infantis mais saudáveis e ricas em nutrientes:

E você? O que pensa a respeito disso?

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