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Criança gordinha não é sinônimo de criança saudável

Criança gordinha não é sinônimo de criança saudável
25 de novembro de 2013

Os números relacionados à obesidade cresceram muito nos últimos tempos. Especialistas têm tentado entender esse fenômeno realizando pesquisas e estudos. Recentemente, afirmaram que, no Brasil, 60% da população sofre sobrepeso ou obesidade. E como ficam as crianças nesse quadro tão pouco saudável?

Segundo a ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica):

EXCESSO DE PESO:

  • meninos (5-9 anos) – passou de 15% em 1989 para  34,8% em 2009;
  • meninas (5-9 anos) – passou de 11,9% em 1989 para 32,0% em 2009

OBESIDADE:

  • meninos (5-9 anos) – passou de 4,1% em 1989 para 16,6% em 2009;
  • meninas (5-9 anos) – passou de 2,4% em 1989 para 11,8% em 2009

Outros dados relacionados:

  • 95% por casos de obesidade ocorrem por excesso de ingestão;
  • 5% por questões metabólicas

Se a criança possui:

  • nenhum dos pais obesos, a chance de se tornar obeso é de 8%;
  • um dos pais obesos, a chance de se tornar obeso é de 30%;
  • os dois pais obesos, a chance de se tornar obeso é de 80%

Esses números mostram que devemos ter cuidados com a alimentação das crianças, além de indicar também que o exemplo que damos e o que vivem no dia-a-dia com seus familiares tem forte influência na saúde dos pequenos.

Informar às crianças sobre os danos que o excesso de peso pode causar e orientar para uma alimentação adequada é responsabilidade dos adultos. É preciso ensinar que a criança, desde pequena, deve se cuidar e que nem todas as comidas são saudáveis. Também é importante lembrar que as nossas ações necessitam ser coerentes com as nossas palavras. Criticar os alimentos industrializados e levar as crianças para passear e comer nas redes de lanchonetes de comida ultra calórica e pouco nutritiva não é eficaz.

Os cuidados com o sobrepeso e a obesidade devem ocorrer desde sempre. Caso a criança já apresente essa característica, além de cuidar da saúde para evitar doenças graves, é preciso também cuidar dos aspectos psicológicos, emocionais e sociais, já que atualmente vivemos sob forte influência de um culto a uma beleza padrão – que é magra. Por isso, existem muitas nuances e muitos preconceitos envolvidos nesse assunto.

É preciso cuidar da qualidade de vida de nossas crianças, tanto física quanto socialmente.

Para saber mais sobre o assunto, clique aqui.

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