Dicas Práticas e indicações

“Promoção da atividade física na infância e adolescência”

Imagem retirada de Unsplash
27 de setembro de 2017..

Manual elaborado pela Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que as crianças se movimentem mais, por meio de jogos, brincadeiras e atividades esportivas.

Como já publicamos aqui, aqui e aqui, brincar ao ar livre, realizar atividades físicas e esportivas, enfim, movimentar-se traz inúmeras contribuições ao crescimento saudável e ao desenvolvimento de crianças e adolescentes. Pensando nessa importância e com o intuito de reduzir o tempo em que os pequenos e jovens permanecem sentados ou deitados, sobretudo interagindo com a tecnologia, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lançou um manual intitulado “Promoção da atividade física na infância e adolescência”.

O Manual também visa combater a obesidade infantil, algo que preocupa os pediatras: segundo dados coletados em 2009 por uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o índice de crianças obesas entre 5 e 9 anos de idade era 14,3%.

Neste documento, lançado no último mês de julho e destinado às famílias, escolas e pediatras, a SBP apresenta um conjunto de diretrizes explicitando o tempo mínimo recomendado e o tipo de atividade mais ajustado a cada faixa etária. As sugestões abarcam desde os bebês – antes mesmo de começarem a engatinhar – até os jovens de 18, 19 anos.

Os pediatras também atentam para o exagero que, em alguns casos, pode gerar problemas físicos e alertam para a necessidade de descanso – em todas as idades. O acompanhamento feito por um profissional da área também é indicado no caso de determinadas atividades, como musculação, recomendada para os adolescentes depois dos 13/14 anos.

Uma reportagem da Folha de S.Paulo sintetizou as recomendações por faixa etária e as replicamos aqui:

CRIANÇAS DE 0 A 2 ANOS
> Para os que se arrastam/não engatinham: encorajá-los a se movimentar, segurando, puxando e empurrando objetos, movendo a cabeça, corpo e membros durante as rotinas diárias e durante atividades supervisionadas no chão;

> Crianças que já andam sozinhas devem ser fisicamente ativas todos os dias durante pelo menos 180 minutos, em atividades que podem ser divididas ao longo do o dia e ocorrerem em ambientes fechados ou ao ar livre, como ficar de pé, movendo-se, rolando e brincando, além de atividades mais energéticas como saltar, pular e correr.

>Tempo recomendado de tela (TV, tablet, celular, jogos eletrônicos): zero

CRIANÇAS DE 3 A 5 ANOS
> Devem ser fisicamente ativas pelo menos 180 minutos em atividades de qualquer intensidade distribuídas ao longo do dia, incluindo aquelas que desenvolvam a coordenação motora;

> Brincadeiras ativas, andar de bicicleta, atividades na água, jogos de perseguir e jogos com bola são práticas recomendadas;

> A partir dos três anos de idade atividades físicas estruturadas, como natação, danças, lutas, esportes coletivos, entre outras, também podem ser gradualmente incluídas.

> Tempo recomendado de tela (TV, tablet, celular, jogos eletrônicos): máximo de 2 horas por dia


CRIANÇAS E ADOLESCENTES DE 6 A 19 ANOS

> Nessa faixa etária devem realizar pelo menos 60 minutos diários de atividades físicas de intensidade moderada a vigorosa, tais como pedalar, nadar, brincar em um playground, correr, saltar e outras atividades que tenham, no mínimo, a intensidade de uma caminhada;

> Atividades de intensidade vigorosa, incluindo aquelas que são capazes de fortalecer músculos e ossos, devem ser realizadas em, pelo menos, três dias por semana. Ex. brincadeiras que incluam saltos, atividades de empurrar, puxar e apoiar/suportar o peso corporal;

> Atividades de flexibilidade envolvendo os principais movimentos articulares devem ser realizadas pelo menos três vezes por semana.

>Tempo recomendado de tela: máximo de 2 horas por dia (exceto para tarefas escolares)
A partir destas recomendações e dicas de atividades, vamos, então, colocar nossas crianças e adolescentes em movimento?

Fonte das informações: “Pediatras lançam recomendações de exercício físico em crianças e bebês” – Folha de S.Paulo

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