12 avanços contra a mortalidade infantil #1 | Labedu
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12 avanços contra a mortalidade infantil #1

29 de julho de 2015

São ações, inventos ou materiais simples, mas que podem fazer a diferença entre a vida ou a morte para crianças em todo o mundo.

Segundo dados do Banco Mundial, em 2012 a taxa de mortalidade infantil se reduziu pela metade, se comparada a 1990:

– em 1990, 12, 6 milhões de crianças morreram antes de completar 5 anos;

– em 2012, foram 6,6 milhões de crianças.

Um conjunto de 12 ações, inventos ou materiais simples parecem contribuir para essa crescente redução. O site do jornal El Pais os apresentou e, nesse post, selecionamos 6 deles:

1 – incubadoras

Muitos bebês prematuros possuem chances de vida apenas se contarem com uma incubadora. Uma invenção ainda em fase de testes, mas já premiada, criada pelo inglês James Robert, pode favorecer muito esse acesso. A incubadora MOM é portátil e pode funcionar com uma bateria simples, sem requerer energia elétrica, por quase 24 horas. Além disso, custará por volta de 300 euros, em contrapartida aos 33.000, preço aproximado de uma incubadora como existente em hospitais.

2 – saquinhos salva-vidas 

Leite em pó, amendoim, azeite e açúcar. Com esses ingredientes, o médico André Briend teve a ideia de criar uma pasta contendo aproximadamente 500 calorias. São suficientes duas porções diárias deste alimento, armazenadas em pequenos sacos, para suprir a demanda de muitas crianças e afastá-las da desnutrição. Por conta dessa pasta, tem-se reduzido em 90% o índice de internações de crianças por desnutrição, segundo dados dos Médicos Sem Fronteiras.

3 – pele com pele

O método canguru, criado pelo pediatra colombiano Edgar Rey, nos anos setenta, consiste em deixar o recém-nascido aconchegado diretamente junto ao corpo de um de seus pais ou cuidadores. Na falta de incubadoras, o método tem sido extremamente eficiente, desde que aplicado durante, no mínimo, 12 horas diárias. Se usado com mais frequência pelo mundo, pode reduzir ainda mais a incidência de mortes entre recém-nascidos.

4 – amamentação

A falta de políticas que favoreçam o aleitamento materno e a falta de informações fazem com que muitos bebês não recebam esse alimento, muitas vezes já desde seus primeiros dias de vida. O leite materno reduz as chances em 14% de a criança ter colesterol elevado e em 22% de desenvolver obesidade. Além disso, trata-se de um alimento completo para o bebê, favorecendo um melhor desenvolvimento neurológico e motor. Campanhas para o aleitamento têm, cada vez mais, sido criadas em diferentes países e vêm ampliando o número de bebês que recebem esse alimento.

5 – vitamina A

Receber a dosagem correta de vitamina A diminui a taxa de mortalidade infantil entre 12% e 23%. Essa vitamina é fundamental para o bom funcionamento do sistema imunológico. Desde que se identificou essa importância, 70% das crianças menores de 5 anos, em países onde a mortalidade atinge índices mais altos, têm recebido duas doses anuais da vitamina.

6 – todas as crianças vacinadas

Até 2012, 14 crianças morriam por hora no mundo por conta de doenças curáveis. O sarampo e a poliomielite foram os principais responsáveis por essas mortes. Com as campanhas de vacinação, mais intensas na última década, tem-se reduzido em 99% o número de mortes de crianças por polio e em 78% por sarampo. Em alguns países com maiores taxas de mortalidade infantil, tem-se conseguido acesso gratuito às vacinas: em Burkina Faso, 100% da população conta com esse direito e em Gana, a cobertura tem superado os 79%.

Na próxima edição, conheça os outros 6 avanços ou ações que vêm contribuindo para a redução da mortalidade de crianças em todo o mundo.

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