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Parece comigo: bonecas negras contra o racismo

26 de maio de 2016

Documentário mostra o trabalho de artesãs que confeccionam bonecas negras para suprir a falta delas no mercado. É o que nos conta nosso parceiro Estúdio Voador.

Já entrou em uma loja de brinquedos e reparou como a oferta de bonecas negras é rara ou até mesmo inexistente? 

Mesmo sabendo ser essencial que as crianças brinquem com algo que reflita quem elas são, o mercado (de brinquedos e outros) ainda está muito aquém no que diz respeito à representatividade. Por outro lado, artistas muito conscientes batalham para oferecer esses objetos.

Focado principalmente no trabalho de artesãs que produzem bonecas negras em São Paulo, o documentário Parece Comigo, de Kelly Cristina Spinelli, será lançado em breve e então exibido pela TV Brasil.

 

Nosso parceiro Estúdio Voador conversou com Kelly para saber mais sobre o filme e os caminhos desse tema tão importante. Selecionamos e destacamos, aqui, algumas das colocações feitas por ela:

“As crianças negras […] não são bem representadas. Nem em filmes, nem em séries, nem nas ilustrações de livros infantis, nem nas bonecas… É difícil pra qualquer criança ter uma boa autoestima, se achar bonita, se achar boa, se ela cresce vendo modelos de beleza, de riqueza, de bondade que não são parecidos com ela.”

“[…] apareceram histórias tristes demais, de meninas que, na tentativa de se adequarem aos padrões de beleza, tentam clarear a pele, se machucam usando produtos químicos ou outras formas de tentarem ficar “mais brancas”. Essa é uma reação física e autodestrutiva ao preconceito, à falta de representatividade. Uma das nossas personagens conta uma história assim no documentário.”

“O documentário é principalmente focado no trabalho das bonequeiras, que são artesãs muito conscientes, que batalham para produzir bonecas negras e atingir o máximo possível de mercado. O filme tem histórias muito tocantes sobre essas bonequeiras, o esforço delas, o primeiro contato delas com bonecas negras.”

Vamos aguardar para assistir e refletir!

Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui.

Texto: Estúdio Voador

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