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Você vai desejar ter conhecido a Disciplina Positiva antes

Você vai desejar ter conhecido a Disciplina Positiva antes
Imagem retirada de: Unsplash
25 de novembro de 2019

O que realmente significa educar crianças a partir dessa abordagem?

Educar crianças nunca foi uma tarefa fácil e cada vez mais se tem discutido sobre os caminhos que tomamos para que isso aconteça de maneira respeitosa e afetiva. Sem dúvida, os responsáveis por essa função procuram fazer o melhor que podem ao educarem os pequenos, mas nesse processo surgem inúmeras dúvidas e, muitas vezes, procuramos  alternativas para fugir da educação autoritária e, ao mesmo tempo, não cairmos em outro extremo, o de sermos permissivos. Então, como educá-los de maneira firme, sendo respeitosos e gentis?

Uma das teorias da educação que tem sido muito discutida atualmente é a Disciplina Positiva. Desenvolvida pela psicóloga, educadora e mãe de 7 filhos, Jane Nelsen, essa abordagem ainda é entendida por muitos como uma educação sem regras e limites. No entanto, ela vem ganhando cada vez mais espaço, sendo defendida por aqueles que tem colocado em prática seus princípios. Então, afinal, o que é a Disciplina Positiva?

 

Os princípios dessa abordagem

Apesar do que muitos pensam, a proposta não se baseia em deixar as crianças fazerem o que quiserem, da maneira e na hora que preferirem, mas pressupõe estabelecer um diálogo com elas, ensinando limites sem gritar, bater, punir ou humilhar, respeitando, assim, sua dignidade.

Esse é um dos pilares dessa abordagem: educar com respeito, estabelecendo limites, desenvolvendo um vínculo afetivo e construindo uma relação de mútua confiança. Mas isso implica repensar os nossos padrões comportamentais, porque não adianta, por exemplo, pedir para a criança que ela pare de gritar, se você costuma gritar com ela, e nesse momento, entra em jogo também o autocontrole e o autoconhecimento, que buscamos construir como educadores dentro dessa abordagem.

A proposta também tem como princípio compreender as necessidades dos pequenos por trás de cada comportamento. Podemos ilustrar isso com a famosa situação em que uma criança faz ‘birra’. Normalmente entendemos que a criança está se comportando mal e a nossa primeira reação é brigar com ela, mas precisamos entender que ela está aprendendo a lidar com suas emoções e é provável que nesse momento ela não esteja conseguindo comunicar o que está sentindo, por isso precisamos sair dessa automatização e buscar conversar com ela, acolhendo e ouvindo o que tem a dizer.

Jane Nelsen ainda aponta para a necessidade de ensinar às crianças habilidades sociais, como entender suas próprias emoções para desenvolver autodisciplina e autocontrole, se relacionar com os outros de forma empática, cooperando, negociando e tendo uma escuta ativa, ser capaz de lidar com os limites e consequências de forma responsável, se adaptando quando necessário, entre tantas outras habilidades que é possível desenvolver a partir dessa abordagem.

 

Como podemos utilizar essa abordagem na educação das crianças?

Não existe uma fórmula mágica e nem um manual que nos dê um passo a passo de como fazer. Temos que ter em mente que a Disciplina Positiva não impedirá que problemas apareçam, na verdade, ela nos ajudará a lidar com essas dificuldades que surgirão ao considerarmos seus princípios, alinhando as nossas expectativas com o que os nossos filhos realmente podem nos oferecer de acordo com a sua idade.

Por exemplo, quando você coloca limites impondo medo, você não está ensinando o que gostaria que ela aprendesse, porque quando a criança está assustada, ela se defende e tende a fugir ou enfrentar você, se sentindo insegura. Isso afeta a autoestima da criança e fragiliza o relacionamento entre ela e o adulto.

Ao invés disso, poderíamos conversar com a criança, explicando, de forma gentil, o motivo pelo qual ela não poderá fazer aquilo que tanto gostaria. E é bem provável que ela comece a chorar, já que o choro é uma forma de expressar seu sentimento, e ela está aprendendo a lidar com as suas emoções. Diante disso, podemos acolher a criança, dando-lhe um abraço, ouvindo o que ela tem a dizer, ajudando-a a nomear o que está sentindo (se está frustrada, por exemplo), ensinando-a a melhor forma de lidar com esse sentimento e, por fim, ajudando-a a focar em alguma possível solução, depois de ter sido acolhida.

Isso, diferente do que muitos pensam, não “reforça o comportamento ruim”, a não ser que essa seja uma das poucas situações em que a criança se sinta acolhida. Se, ao contrário, a criança está habituada a receber carinho e acolhimento em outros contextos, essa atitude faz com que ela se sinta amada, segura e respeitada, ensinando-a que seus sentimentos importam e são validados e que ela deve focar na solução e não na retribuição (punição). Além dela aprender também a ver e se importar com a dor do outro, ajudando-a, assim, a desenvolver habilidades sociais, como a empatia.

Vale enfatizar que as crianças aprendem muito pelo exemplo que damos a elas, já que nossas ações contam muito mais do que o que dizemos. Por isso, se desejamos tanto que elas nos respeitem e respeitem os outros, precisamos ser respeitosos com elas. Assim, essa abordagem trata-se de ensinar as crianças, exercendo a autoridade de adulto, mas de forma respeitosa e gentil, evitando posturas autoritárias e punitivas, buscando sempre favorecer suas aprendizagens, trazendo impactos de qualidade para o desenvolvimento infantil.

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