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A discutir também se aprende

30 de setembro de 2015

O que leva uma criança pequena a discutir acirradamente? Será que também está por trás disso os modelos que observa?

No vídeo que veremos a seguir, que circula na internet, uma menina de uns três, quatro anos discute com sua prima, que a filma. Que tal assistirmos e pensarmos o que pode estar por trás de uma cena aparentemente apenas divertida?

Ela é realmente uma fofura e vê-la tão pequena e irritada pode ser, à primeira vista, bem divertido. Mas como será que uma menina dessa idade aprendeu a agir assim?

Irritada, gritando, usando xingamentos. Até sua postura corporal – como mexe as mãozinhas, chacoalha a cabeça – nos faz pensar nitidamente que está envolvida numa acirrada discussão. O que será, de fato, que está aprendendo? Esse é mesmo o melhor modo de aprender a resolver impasses e conflitos?

Como já destacamos aqui e aqui, os modelos oferecidos pelos adultos, em especial por aqueles com os quais interagem cotidianamente, cumprem um papel fundamental na aprendizagem e no desenvolvimento das crianças. A TV, as redes sociais e os programas que assistem na internet também atuam como modelos.

Ainda que não estejam intencionalmente querendo ensinar algo a elas, ou se dirigindo a elas, basta que os modelos sejam observados para que as crianças reproduzam aquilo que viram ou que vivenciaram. É assim que, muitas vezes, agem e dizem coisas que nem ao certo sabem o que significam, como parece ocorrer com a menina do vídeo.

As crianças aprendem, e muito, e podem também aprender a discutir de forma respeitosa e equilibrada. E uma das maneiras mais importantes de aprenderem isso é por dos modelos. Vale, então, prestarmos mais atenção a isso!

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