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Brincar

Brincar
29 de janeiro de 2020

Ao longo de toda a infância, brincar não se reduz apenas a momentos de diversão, mas também promove inúmeras aprendizagens. A brincadeira é uma das principais formas de a criança aprender sobre o mundo. Desde cedo, os pequenos brincam explorando o ambiente e os objetos ao seu redor; imaginando personagens, situações ou histórias; desenhando; movimentando o corpo; experimentando papéis e situações; cantando; ou interagindo com outras crianças.

Garanta momentos e espaços para a brincadeira

A brincadeira não é algo que nasce com o bebê, é algo a ser aprendido no convívio social e cultural e, de início, na interação com os pais ou cuidadores principais ou com os irmãos mais velhos. Quando oferecemos objetos e brinquedos aos pequenos, asseguramos momentos e espaços para brincar na rotina. Ao brincarmos com os bebês e com as crianças estamos ensinando a eles atividades. Em qualquer idade, sendo menina ou menino, é importante que os pequenos aprendam novas brincadeiras e formas de brincar com liberdade para experimentarem o que quiserem.

Brincar é mais importante que brinquedo

Assegurar momentos diários na rotina das crianças para as brincadeiras é mais importante que contar com inúmeros brinquedos industrializados. Deixá-las explorar objetos que podem se transformar em quaisquer brinquedos (como caixas de papelão, rolinhos de papel, utensílios de cozinha) é sempre uma boa ideia! Os bebês, por exemplo, costumam se encantar com bolas de meia coloridas e garrafas pet com objetos dentro, não sendo necessário oferecer sempre brinquedos industrializados.
Também é importante que os adultos brinquem com os pequenos, entrando no mundo da fantasia. Isso pode acontecer em brincadeiras com personagens e papéis (como ao brincar de casinha ou de escola); em jogos corporais (danças, futebol, gira-gira); explorando objetos e suas características (organizando cubos, observando bolas, encaixando peças, nomeando objetos da mesma cor) e também brincando com as palavras (em canções, poemas, rimas ou parlendas). Algumas dessas brincadeiras são ótimas ideias para momentos de espera, como aguardando uma consulta médica, a fila
do supermercado ou mesmo no trânsito. Momentos como esses, de interação com outras pessoas, permitem que as crianças adquiram aprendizagens com sentido afetivo, o que não acontece quando são postas para assistir a vídeos ou jogar num celular. Embora os aparelhos eletrônicos sejam muitas vezes propostos às crianças em momentos de espera, é importante variar essa oferta, possibilitando diferentes formas de aprender.

As crianças aprendem brincando

Brincar favorece muitas aprendizagens e contribui para o desenvolvimento de diferentes habilidades e aspectos. Quando a criança interage com outras pessoas (crianças ou adultos) ao longo de uma brincadeira, precisa aprender a cooperar, a dividir tarefas e papéis, a compartilhar um mesmo espaço ou determinados objetos e a respeitar o outro. Também aprende a fazer acordos e a aceitar que nem sempre o que ela deseja será atendido.

Além disso, do ponto de vista físico, ao participar de brincadeiras que envolvam correr, pular, saltar ou se equilibrar, por exemplo, a criança adquire maior conhecimento sobre seu próprio corpo, suas possibilidades e limites e, ainda, aprende sobre autocontrole. Também pode ser estimulada a vencer desafios que estejam de acordo com a sua idade e suas características, como saltar alguns degraus ou enfrentar com mais autonomia um escorregador. Isso contribui para que aprenda sobre superação e sobre a importância de enfrentar obstáculos. Sem falar, é claro, que esse tipo de brincadeira ajuda no combate à obesidade infantil.

Em situações de jogo, a criança lida com outros desafios, tendo que refletir e prever decisões e movimentos dos adversários. Ela também pode aprender a construir estratégias a partir da observação das ações dos demais jogadores, além de compreender e brincar de acordo com as regras estabelecidas.

Algumas brincadeiras envolvem cumprir papéis ou ser diferentes personagens, como ao brincar de casinha, de escola, de médico ou ao criar histórias em que se é um herói, um monstro, um rei ou uma rainha. A partir dessas brincadeiras de faz-de-conta, as crianças aprendem sobre as relações sociais e emoções vivenciadas em diferentes contextos. Por exemplo, ao dar aula para uma boneca, tratando-a como aluna, a criança experimenta se colocar no lugar de professor, ou, ao cuidar de um bichinho de pelúcia machucado, pode sentir carinho por ele e imaginar seu sofrimento. Essas situações incentivam os pequenos a experimentar diversos modos de agir (dependendo do papel em questão), a enfrentar medos e a expressar sentimentos.

E não se pode deixar de lado a importância do brincar para o desenvolvimento da linguagem. Conversar com outros adultos ou crianças, imitar e usar falas emprestadas de filmes, de histórias ou de situações reais, compartilhar ideias e construir a brincadeira são oportunidades de aprendizagem da fala, da escuta e da comunicação, que acontecem enquanto a criança brinca.

Da mesma forma, entra em jogo a linguagem escrita quando escrevem, mesmo que com erros, o nome de um espaço, uma poção mágica ou uma lista, por exemplo. Experimentam, assim, diferentes usos da escrita e desenvolvem suas hipóteses sobre como se escreve.

Brincar é fundamental

Para nós, adultos, fica a importância de assegurar que o brincar faça parte da rotina diária das crianças e não apenas dentro de casa, mas em quaisquer espaços, inclusive ao ar livre, como em parques e praças. É por meio da brincadeira que muitas aprendizagens fundamentais e insubstituíveis para o desenvolvimento ocorrem.

Brincar em diferentes idades

Até 2 anos

Quando são muito pequenas, as crianças brincam principalmente a partir da exploração. Divertem-se e aprendem mexendo em objetos, levando-os à boca, tentando encaixá-los ou empilhá-los… Interagem principalmente com os adultos, como quando se surpreendem de encontrá-los e perdê-los de vista em brincadeiras como “Cadê? Achou!”, acompanham com movimentos ou balbucios as palavras de algumas músicas e descobrem sobre seu corpo com cócegas, assopros, carinhos e tentando chegar aos mais velhos engatinhando ou dando os primeiros passos.

Até 4 anos

Já um pouco crescidas, as crianças conseguem ter mais autonomia para se movimentar, correr, pular e escalar. Divertem-se muito em momentos como esses, especialmente ao ar livre! Muitas já se interessam por brincadeiras com outras crianças e conseguem se comunicar melhor. Surgem brincadeiras de faz-de-conta, nas quais os pequenos inventam histórias e personagens, além de se imaginarem em diferentes papéis. Além disso, adoram brincar com água, sentir sua sensação no corpo e perceber como brinquedos e objetos ficam quando são mergulhados. Também gostam de explorar diferentes materiais, como tinta, areia, lama e massinha.

Até 6 anos

Nessa fase, as crianças começam a fazer amizades mais sólidas. São frequentes as brincadeiras de faz-de-conta com os amigos, nas quais imaginam e experimentam personagens, histórias e papéis. Costumam se divertir usando fantasias, inventando esconderijos e participando de jogos em que precisam usar o corpo e se movimentar bastante. Também gostam de fazer experiências com misturas ou usando materiais para situações inesperadas.

Vamos conhecer algumas situações em que as crianças brincam e os adultos contribuem para isso?

Brincando juntos

Inventando brinquedos e brincadeiras

Brincadeiras com o corpo e seus movimentos

 Vídeos: Brincar



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