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Como apresentar a literatura de cordel para as crianças

Como apresentar a literatura de cordel para as crianças
6 de março de 2019

Típica da cultura nordestina, a literatura de cordel conta histórias com ritmo e humor próprios.

Marcado pelas rimas, o cordel é um jeito de contar histórias que tem uma forma única no papel e também na voz. Ler, ouvir, escrever e declamar cordéis com as crianças é uma maneira de trabalhar o desenvolvimento da linguagem, focando nas relações entre escrita e oralidade.

Existe cordel de folclore, de contos de fadas, de fábulas, de História do Brasil e muito mais. Com origem nos trovadores medievais, a tradição cordelista veio de Portugal, mas a forma que conhecemos hoje é característica do nordeste brasileiro.

Selecionamos alguns vídeos e estrofes que podem entusiasmar as crianças a ouvirem, lerem, escreverem e cantarem os próprios cordéis. Assim como acontece com a poesia, por meio da literatura de cordel é possível chamar atenção para como a métrica de uma rima escrita gera diferentes ritmos vocais.

Para a criança ouvir e “pegar o ritmo”

Lampião lá do sertão

A história do famoso cangaceiro Lampião, figura histórica do nordeste brasileiro.

A cigarra e a formiga

A fábula de Esopo, da Grécia Antiga, em versão de cordel.

Ser criança

O cordelista mirim João Neto declama um cordel sobre ser criança.

Para a criança ler com a sua própria voz

Boto Cor-de-Rosa

Sou bicho que vive n’água
mas a noite quando vem
me transforma num humano
tão belo como ninguém
depois de bailar com as moças
volto ao rio e durmo bem…

Curupira

Eu sou  protetor das matas
de todos os animais
não gosto de quem destrói
quem polui eu vou atrás
eu despisto os caçadores
C’os pés virados pra trás..

(Cordéis de Mariane Bigio)                                         

Contando a história dos números

A história desse cordel
Faz tempo que começou
Há muitos e muitos anos
Quando o povo precisou
Contar o que possuía
Pra saber o seu valor

Era preciso contar
As ovelhas que criavam
Contavam também os bois
Os peixinhos que pescavam
O trigo que se colhia
E os animais que caçavam

Eles contavam também
O tanto de noite e dia
Para poder controlar
A plantação que nascia
O dia que se plantava
O dia que se colhia

(Cordel de Ana Raquel Campos)

Para as crianças escreverem os seus próprios cordéis

O que define o ritmo peculiar do cordel são as regras métricas. Como na poesia, cada frase é um verso e cada conjunto de versos é uma estrofe.

No cordel, cada verso tem sete sílabas poéticas, e as histórias se desenvolvem em estrofes que geralmente têm 4, 6, 8 ou 10 versos.

Com essas atividades, proporcionamos diversos aprendizados às crianças: o desenvolvimento da linguagem oral e escrita, a aproximação com um elemento da cultura nordestina e a capacidade de se expressar através de rimas. Experimente!

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