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Chef em ascensão: Vegano, de 11 anos, fazendo molhos caribenhos

Chef em ascensão: Vegano, de 11 anos, fazendo molhos caribenhos
Fonte: Instagram Omari McQueen
25 de novembro de 2019

Conheça Omari McQueen, um pequeno chef vegano com grandes ambições que deseja mudar o mundo através de sua comida.

Com apenas 11 anos, Omari McQueen é um chef, CEO de uma marca de pastas veganas e o mais jovem restauranteur do Reino Unido. No mês da consciência negra, queremos celebrar esse menino londrino, que é o segundo mais velho de seis irmãos em uma família da classe trabalhadora de origem caribenha.

 

Aprendendo a cozinhar

Quando Omari tinha 8 anos, sua mãe Leah foi acometida por uma doença que a deixou temporariamente paralisada. Para dar conta de tudo, seu pai Jay, que é motorista de ônibus e portanto passa o dia todo fora, resolveu ensinar os filhos mais velhos a cozinhar para ajudar em casa. Omari se apaixonou pela cozinha, e logo começou a pesquisar sobre o assunto. O pequeno se deparou com um vídeo da PETA — organização estadunidense pelos direitos dos animais — e decidiu tornar-se vegano, deixando de lado a receita de peixe frito que o pai tentou lhe ensinar.

 

fonte: instagram Omari McQueen

Trajetória culinária

Logo, Omari começou um canal próprio do YouTube, onde entre danças e cantorias ele ensinava receitas veganas em vídeos filmados com ajuda de sua mãe. Seu primeiro prato, uma pizza vegana, provocou uma indagação: será que o molho de tomate industrializado, que ele tinha na despensa, era vegano? Na dúvida, o pequeno resolveu criar o próprio molho: foi sua primeira receita original.

Ao longo daquele ano, a mãe de Omari o matriculou no Kidzania, uma espécie de parque temático infantil onde as crianças aprendem sobre os diferentes trabalhos. O menino saiu dali com a certeza de que só queria trabalhar para si mesmo e que, para tal, iria criar o próprio negócio.

A partir disso, Omari desenvolveu três receitas de molhos e pastinhas e criou uma marca própria em 2018: Dipalicious, um trocadilho das palavras dip (molho, pastinha) com delicious (delicioso). Primeiro, fez sua família provar as receitas. Mais adiante, participou da Feira de Negócios UltraKids, onde fez sucesso e decidiu vender seus molhos e pastas para um público maior.

O objetivo do pequeno é reunir pessoas através de sua comida, e de mostrar que comida vegana pode ser deliciosa. Além de sua marca, Omari também dá oficinas de culinária em sua casa para outras crianças aprenderem a cozinhar e conhecerem o veganismo. Nós  já falamos bastante sobre como criança e cozinha é uma boa combinação.

Por sua missão de promover um negócio sem crueldade animal, Omari recebeu prêmios como TruLittle Hero Award e o Compassionate Kids Award (em tradução livre, prêmio Pequeno Herói e Criança com Compaixão, respectivamente).

Sempre interessado em alcançar mais pessoas, aos 11 anos se arriscou a mandar uma mensagem no LinkedIn para Roger Wade, CEO da Boxpark, uma cadeia de restaurantes em Londres, falando que gostaria de abrir um restaurante próprio um dia. Wade respondeu: “Por que não agora?” E, após uma conversa com a mãe de Omari, cedeu por uma semana um espaço para que ele pudesse abrir um restaurante pop-up da Dipalicious, fazendo dele o restauranteur mais novo da Inglaterra.

 

O papel da família

A família acolhe, trabalha junto, estimula e incentiva, mas sem perder o foco de que a escola é prioridade. A empresa funciona da seguinte maneira: um conselho (Omari, a mãe e o pai) planejam e executam as ações. Os pais fazem toda a parte administrativa, é claro, mas trabalham em conjunto para tentar tornar a visão de Omari realidade. Na semana que o restaurante ficou aberto, a família toda foi ajudar a cozinhar, mas as  o cardápio com curry vegetal com arroz branco, callaloo, sopa de abóbora, arroz e ervilha, banana frita e jaca desfiada com molho barbecue foi elaborado pelo pequeno chef.

Sobre a pressão de um negócio e um restaurante, sua mãe explicou ao jornal Metro “Ele é sério sobre seu negócio, mas ainda é um menino de 11 anos que gosta de jogar jogos no computador e correr por aí jogando futebol. Ele não está pensando sobre quem está vindo ou quantos seguidores vai ganhar. Ele só quer ver pessoas desfrutando de sua comida.”

 

Planos para o futuro:

Com uma combinação de inocência infantil e clareza nos negócios, Omari sonha em abrir um restaurante-ônibus, que seu pai possa dirigir ao redor do país levando comida vegana à diferentes pessoas e permitindo que pai e filho passem mais tempo juntos. A mãe em entrevista ao portal The i Paper comentou: “Não sabemos se vai acontecer, mas se conseguimos abrir um restaurante ou esse ônibus, nós faríamos funcionar. Omari não pararia a escola, mas certamente ele estaria junto tardes e finais de semana.”

Após o sucesso do restaurante pop-up nas férias de agosto, em setembro Omari começou o ginásio na escola. Lugar de criança é mesmo na escola e a família de jovens empreendedores, como Omari, sempre precisa ter em mente os direitos e bem-estar dos pequenos, o que envolve priorizar sua educação.

Sua atividade extracurricular é cozinhar e entregar seus molhos e refeições veganas pré paradas e dar suas oficinas de culinária. Um fã de livros — em uma entrevista para a Revista Guap, disse que o problema da escola é que às vezes você precisa parar de ler um livro e só retomar a leitura na aula seguinte —, Omari segue sonhando com um futuro em que cada vez mais pessoas serão tocadas por sua comida.

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