Como um menino de 2 anos aprende a fumar? | Labedu
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Como um menino de 2 anos aprende a fumar?

26 de setembro de 2013

[:pt]É natural considerarmos que as crianças aprendem por meio de modelos que têm de adultos em sua convivência, principalmente aqueles por quem nutrem um sentimento especial, como seus pais.

Há dois anos, um vídeo foi bastante divulgado na internet: a história de um menino que aos 2 anos de idade foi considerado o viciado em tabaco mais jovem do mundo, chegando a fumar até 40 cigarros por dia.

Aldi Suganda Rizal nasceu na Indonésia, em uma vila pequena na ilha de Sumatra. Seu hábito surgiu com o pai lhe oferecendo tragadas enquanto fumava. Aos poucos, segundo a mãe do menino, se o desejo de fumar não fosse saciado, ele se tornava nervoso e até furioso. O pai não via problema no hábito da criança que, segundo ele, era muito saudável.

Para compreender a lógica do pai, é preciso levar em conta o papel que o cigarro ocupa na cultura da Indonésia. O ambiente tabagista no país não é considerado algo incomum, muito pelo contrário. A indústria do tabaco é gigantesca e a fiscalização muito fraca. Não há divulgação de informações sobre o uso abusivo do tabaco e suas consequências irreversíveis. Nesse contexto, em que fumar é um hábito natural e bastante estimulado socialmente, acender um cigarro perto de uma criança é uma ação trivial.

A necessidade de tentar curar o menino só surgiu quando a notícia tomou grandes proporções na mídia.  Aldi começou um tratamento para se desprender do vício com terapeutas que o mantinham ocupado em outras atividades, estimulando a brincadeira e a socialização com crianças de sua idade. Após alguns meses, fumar havia sido substituído por hábitos mais saudáveis, próprios da infância.

Os pais, nesse caso, não perceberam os danos que estavam causando ao filho. A repercussão da notícia na mídia contribuiu para disseminar a informação dos problemas que o cigarro traz para a saúde e para divulgar a ideia de que manter maus hábitos perto das crianças pode ter consequências bastante sérias para seu desenvolvimento.

Para a maior parte das crianças os pais são modelos, grandes referências que lhes ajudam a ver e compreender o mundo por meio de princípios, valores, palavras e gestos.

Mas, é preciso considerar que o contexto em que as crianças estão envolvidas também tem forte influência. A TV, por exemplo, com seus programas e as propagandas, veicula informações que são “consumidas” pelos pequenos. Além disso, há que se levar em conta as culturas locais que determinam hábitos e valores que remontam a épocas muito distantes em que não se tinha alguns dos conhecimentos científicos disponíveis hoje em dia.

Assim, não apenas os pais são responsáveis pela formação das novas gerações, mas todos os adultos que atuam no mundo. Neste sentido, vale relembrar o provérbio africano: “É preciso toda uma aldeia para educar uma criança”.[:en]ilustra-08

É natural considerarmos que as crianças aprendem por meio de modelos que têm de adultos em sua convivência, principalmente aqueles por quem nutrem um sentimento especial, como seus pais.

Há dois anos, um vídeo foi bastante divulgado na internet: a história de um menino que aos 2 anos de idade foi considerado o viciado em tabaco mais jovem do mundo, chegando a fumar até 40 cigarros por dia.

Aldi Suganda Rizal nasceu na Indonésia, em uma vila pequena na ilha de Sumatra. Seu hábito surgiu com o pai lhe oferecendo tragadas enquanto fumava. Aos poucos, segundo a mãe do menino, se o desejo de fumar não fosse saciado, ele se tornava nervoso e até furioso. O pai não via problema no hábito da criança que, segundo ele, era muito saudável.

Para compreender a lógica do pai, é preciso levar em conta o papel que o cigarro ocupa na cultura da Indonésia. O ambiente tabagista no país não é considerado algo incomum, muito pelo contrário. A indústria do tabaco é gigantesca e a fiscalização muito fraca. Não há divulgação de informações sobre o uso abusivo do tabaco e suas consequências irreversíveis. Nesse contexto, em que fumar é um hábito natural e bastante estimulado socialmente, acender um cigarro perto de uma criança é uma ação trivial.

A necessidade de tentar curar o menino só surgiu quando a notícia tomou grandes proporções na mídia.  Aldi começou um tratamento para se desprender do vício com terapeutas que o mantinham ocupado em outras atividades, estimulando a brincadeira e a socialização com crianças de sua idade. Após alguns meses, fumar havia sido substituído por hábitos mais saudáveis, próprios da infância.

Os pais, nesse caso, não perceberam os danos que estavam causando ao filho. A repercussão da notícia na mídia contribuiu para disseminar a informação dos problemas que o cigarro traz para a saúde e para divulgar a ideia de que manter maus hábitos perto das crianças pode ter consequências bastante sérias para seu desenvolvimento.

Para a maior parte das crianças os pais são modelos, grandes referências que lhes ajudam a ver e compreender o mundo por meio de princípios, valores, palavras e gestos.

Mas, é preciso considerar que o contexto em que as crianças estão envolvidas também tem forte influência. A TV, por exemplo, com seus programas e as propagandas, veicula informações que são “consumidas” pelos pequenos. Além disso, há que se levar em conta as culturas locais que determinam hábitos e valores que remontam a épocas muito distantes em que não se tinha alguns dos conhecimentos científicos disponíveis hoje em dia.

Assim, não apenas os pais são responsáveis pela formação das novas gerações, mas todos os adultos que atuam no mundo. Neste sentido, vale relembrar o provérbio africano: “É preciso toda uma aldeia para educar uma criança”.

 

 

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