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Curtas que arrebatam #56 — Histórias indígenas

Curtas que arrebatam #56 — Histórias indígenas
El Cóndor enamorado (Reprodução)
13 de Fevereiro de 2019
Este artigo faz parte da série:

Curtas que arrebatam

Conhecer outros jeitos de viver e de ver o mundo amplia o nosso universo pessoal e gera novos aprendizados. Uma das formas que isso pode acontecer é por meio do contato com narrativas de outras culturas.

Apesar do senso comum tratar as culturas indígenas como se fossem uma só, esses povos têm grande diversidade cultural entre si: só no Brasil existem mais de 300 etnias, que falam mais de 270 línguas diferentes! Os curtas a seguir se referem a várias culturas, que compartilham semelhanças e diferenças.

As animações selecionadas trazem narrativas de povos indígenas de diferentes lugares do continente americano, quase todas contadas a partir do ponto de vista da criança. Os pequenos prestam atenção e aprendem com tudo o que se passa ao redor, sendo portanto protagonistas especiais para nos apresentar a uma nova cultura.

“Caminho dos gigantes”

Em uma floresta de árvores gigantes, Oquirá, uma menina de 6 anos, vai desafiar seu destino e aprender sobre o ciclo da vida.

“Tudo verdim”


As crianças do Território Indígena Pankararé no Sertão da Bahia — onde quase não chove — narram histórias de um sertão verde, “onde o ser humano não está no centro do universo e não é maior ou melhor que os pés de Jatobá, animais, terra, água, sóis ou chuvas… eles e as outras gentes vivem em harmonia com os seres Encantados, carros, aviões, animais e Tudo Verde.”

“Kalapalo”


Essa animação, feita por crianças da etnia Kalapalo, conta um pouco sobre esse povo e sobre a festa do Kuarup, celebrada na região do Xingu.

“El Cóndor Enamorado”

Conheça a história do Cóndor, pássaro típico da região dos Andes, que é visto como um mensageiro dos deuses. A narração é feita em espanhol, mas traduzimos abaixo ao português para que possam acompanhar a história e apreciar essa linda animação feita com tecido:

“Há muito tempo atrás, os deuses do universo, os deuses de nossos ancestrais, criaram a majestosa e perfeita natureza. A Pacha Mama, matriarca dos espíritos da natureza, queria comunicar às pessoas quando é tempo de colher e de semear. Ela invocou os espíritos do universo para criar um mensageiro dos deuses. O Inti e a Quilla, as árvores e os ventos, apertaram as mãos quando Taita Cotopaxi e Mama Tungurahua encheram o céu com lava e cinzas. Então, o homem sábio chamado Yachag fez uma cerimônia sagrada em volta do fogo e ao ritmo dos tambores místicos. Então, no meio de tudo apareceu um pássaro enorme, com asas majestosas e únicas. Era o Condor, imponente e orgulhoso. Após voar por anos e anos cumprindo sua missão, o mensageiro dos deuses Condor se sentiu muito solitário. Ele queria alguém para passar o resto da vida junto, e ele se apaixonou pela jovem e linda indígena Chola dos Andes. A menina era inquieta e curiosa, mas também respeitosa e dedicada. Seus pais sentiam muito orgulho dela e sequer podiam imaginar o que estava prestes a acontecer com ela. A menina amava as flores coloridas que cresciam na montanha, então ela foi subindo colher as flores e viu um homem. Ela tentou reconhecer sua face mas ele tinha um chapéu e uma capa que cobriam seu rosto. Era o Condor, que muito astutamente havia se disfarçado para levá-la ao seu ninho. Preocupados, os pais da menina subiram a montanha procurando por ela, e encontram um chapéu e capa pelo caminho. Então decidem procurar por ela no ninho do Condor, mas o condor brigou com os pais da menina e não deixou eles a resgatarem. Eles desceram a montanha totalmente desconsolados. O condor sabe que não pode ficar com a menina contra a vontade dela, e então ele chora. Magicamente, suas lágrimas viram lindas flores, que parecem de ouro. A menina olha para elas, mas o medo é mais forte e ela escapa. Na manhã seguinte a menina sai de sua casa e tem uma grande surpresa ao ver que tem um caminho de flores douradas na montanha. Ela sabe que o condor não parou de chorar por causa da sua partida, e também sabe que apenas o amor verdadeiro é capaz de converter a dor em algo tão bonito quanto uma flor. O lenço branco tornou-se parte dela, é um distintivo que nos lembra de união e amor e, a partir daquele momento, já que o condor é um animal que só tem um parceiro, eles viveram juntos para sempre, e seus descendentes povoaram as cidades andinas.”

Confira outras sugestões de curtas nos posts selecionados mais abaixo.

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