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Casos e Referências

As intoxicações eletrônicas na primeira infância

As intoxicações eletrônicas na primeira infância
Foto de Julieta Jerusalinsky retirada do site do Instituto CPFL.
31 de julho de 2017
Este artigo faz parte da série:

O tempo da infância e a infância de nossos tempos

Em primeiro programa da série “Café Filosófico – O Tempo da Infância e a Infância de Nossos Tempos”, a psicanalista Julieta Jerusalinsky discute “Intoxicações eletrônicas na primeira infância”.

O programa Café Filosófico, do Instituto CPFL, apresentou no mês de junho uma série com curadoria da psicanalista Julieta Jerusalinsky que aborda O Tempo da Infância e a Infância de Nossos Tempos. Os temas discutidos foram relativos às dinâmicas e configurações contemporâneas da infância em seu contato com a tecnologia, a memória, as novas organizações familiares e a política. Para tratar de cada assunto foram convidados o escritor e cientista social Antônio Prata, a psicanalista e escritora Maria Rita Kehl e a psicanalista Ilana Katz.

No primeiro programa da série, que pode ser conferido na íntegra no YouTube, Julieta Jerusalinsky discutiu as “Intoxicações eletrônicas na primeira infância” a partir do viés psicanalítico. Entre os muitos aspectos levantados, ela questiona o impacto da tecnologia na vida dos adultos que lidam com crianças e os efeitos que isso tem na relação com os pequenos.

Em meio às questões exploradas está a forma como a tecnologia preenche integralmente o nosso tempo com informações e respostas imediatas. Isso frequentemente leva à impossibilidade elaborar soluções e criar caminhos a partir do contato com a criança. Tudo precisa ser resolvido de imediato e não sobra tempo para que os impasses tenham desfechos criativos que se construam com base nas situações particulares de encontro entre e o adulto e a criança.

Além disso, as relações passam a ser constantemente interrompidas pelas inúmeras notificações e pela sucessão de filmagens e fotografias que apoderam-se dos momentos de estar junto. Essa invasão frequente leva a uma convivência que pode não resultar num real compartilhamento; numa presença de qualidade. Muitas vezes o adulto só comparece com o corpo, enquanto que sua atenção está voltada para outras preocupações. Percebe-se, assim, o quanto a lógica de fazer tudo ao mesmo tempo, característica da tecnologia, permeia os cuidados com as crianças.

Recomendamos assistir ao programa completo, pois nele Julieta Jerusalinsky levanta outras questões fundamentais acerca dos atravessamentos da tecnologia na infância contemporânea, sobre as quais vale a pena refletirmos mais detidamente. Fique também de olho nos nossos próximos posts acerca dos outros programas da série do Café Filosófico O Tempo da Infância e a Infância de Nossos Tempos!

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