Como incluir as crianças na escolha da própria escola? | Labedu
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Como incluir as crianças na escolha da própria escola?

Imagem retirada de Pixabay.
19 de junho de 2017

Nesse post do Toda Criança Pode Aprender convidamos você a pensar sobre por que pode ser importante implicar os pequenos nessa seleção junto com a família.

Nem sempre as crianças se adaptam de maneira satisfatória ao ambiente escolar no qual foram inseridas pelos pais ou cuidadores de referência. Muitos podem ser os entraves que dificultam a sua rotina dentro do colégio: questões com a aprendizagem, problemas para se enturmar socialmente no grupo, bullying, falta de simpatia com determinado professor, dentre outras variáveis que fazem parte desse convívio diário.

É preciso que os adultos estejam sempre atentos aos sinais apresentados pelas crianças para que possam buscar alternativas a essas situações. Ao observar frequentes reclamações, falta de vontade de ir à escola, mudanças significativas no comportamento das crianças, vale buscar uma conversa com os profissionais da escola para avaliar o que está acontecendo. Entender o problema é o mais importante nesse momento, julgando se é algo pontual, que pode ser trabalhado de forma conjunta, ou algo mais amplo, que dificilmente encontrará soluções suficientes, naquele momento e instituição, para dar conta da questão.

A escola é o principal espaço de interação e desenvolvimento na vida de uma pessoa e deve se constituir enquanto referência positiva de cuidado e atenção, sendo um lugar que promova relações de respeito, amizades, trocas e conhecimentos. Pode ser importante pensar numa mudança se a escola inicialmente escolhida não estiver condizente com esse cenário ou se a criança, por um ou por um conjunto de aspectos, não estiver se beneficiando dele para seu desenvolvimento. E as próprias crianças podem ser peças fundamentais na decisão a ser tomada.

É claro que os adultos responsáveis terão de selecionar espaços que tenham minimamente a ver com os ideais com os quais eles compartilham para a educação da criança, mas escutá-la pode ser extremamente decisivo nesse processo. Ouvir o que gostaria que fosse diferente, quais as atividades e qualidades ela mais valoriza e tratar da nova experiência como uma oportunidade e não uma decorrência de seus fracassos são aspectos que poderão evidenciar o potencial da criança. É preciso mostrar a ela que pode ser muito prazeroso aprender e estar com pessoas diferentes e que existem outros lugares nos quais ela possa se sentir reconhecida e pertencente. Essas identificações são indispensáveis ao longo desses anos de maturação e constituição da personalidade de um indivíduo, por isso precisamos olhar com tanto cuidado para os ambientes dos quais ele tem feito parte e como tem sensibilizado as suas vivências de mundo!

E você? Já passou por algo parecido? Conte-nos abaixo como foi a sua experiência.

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