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Falar e ser ouvido(a)

Falar e ser ouvido(a)
14 de janeiro de 2020

As conversas fazem parte do nosso cotidiano e igualmente do das crianças, desde bem pequenas. Até que comece a falar, as comunicações do bebê acontecem por meio de gestos e balbucios. A partir daí, seus avanços intelectuais e o desenvolvimento do pensamento dependerão do domínio da fala e, bem mais adiante, da escrita.

Conversar com o bebê é fundamental

Ainda dentro do útero, o bebê é capaz de ouvir a voz de sua mãe. Desde esse momento, conversar com o bebê é fundamental, permitindo que ele se acostume ao som da voz materna assim como aos sons da nossa língua, e responda a isso depois de nascer, estreitando os vínculos entre mãe e filho(a).

A partir do nascimento, as conversas com o bebê precisam ser mantidas. Não importam, aqui, os assuntos tratados: podem girar em torno do que está acontecendo com ele naquele momento ou do que irá acontecer em seguida, como: “Você vai tomar um banho gostoso e depois tirar uma soneca”, “Agora, você vai mamar para ficar forte!”, etc.

Essa interação do bebê com os falantes experientes com os quais possui um vínculo afetivo (pais, avós e cuidadores, por exemplo) favorece o surgimento dos primeiros sons, seguidos das primeiras palavras e, depois, das primeiras frases.

Nesse sentido, é importante conversar com o bebê e com a criança utilizando todas as possibilidades da nossa língua em contextos distintos: dando instruções, retomando atividades e momentos do dia, ou fazendo perguntas, por exemplo. Isso vai ampliando não apenas o vocabulário da criança, mas também sua capacidade de compreender o sentido do que escuta, de construir pensamentos e de se comunicar cada vez melhor. Vale lembrar a necessidade de ouvir a criança desde quando inicia seus balbucios, dando espaço para ela se expressar. Afinal, é assim que ela está participando da conversa! Além dessa escuta atenta por parte dos adultos, é importante também atribuir sentido às tentativas de comunicação do bebê, muitas vezes, dando a ele algum retorno. Por exemplo, em resposta a uma sequência de balbucios, o adulto pode dizer: “Ah! Você está me dizendo que esse banho está bem gostoso, certo? Sim, está mesmo!”

Imite e repita os sons que o bebê faz

Outra atuação importante dos adultos que convivem com bebês é a possibilidade de brincar com eles imitando sons que produzem e provocando-os a reproduzir outros: se o bebê começa uma sequência de “dadadadada”, o adulto pode repeti-la e, depois, iniciar outra sequência, como “bebebe”. Isso instiga o bebê a experimentar diferentes sons presentes na nossa língua.

Converse com as crianças sobre assuntos variados

É falando e escutando que as crianças podem ampliar seus conhecimentos sobre o mundo. Conforme crescem, as conversas passam a ser mais complexas, explorando não só o que está acontecendo naquele momento, mas também algo que aconteceu ou irá acontecer na rotina ou trajetória da criança ou do adulto. Aos poucos é possível conversar com elas sobre muitos temas e assuntos, como: a natureza, as brincadeiras, as relações, as histórias que escutam, as fantasias que criam… É importante falar sobre mudanças que ocorrem no corpo, sobre situações específicas que geram sentimentos ou conflitos (por exemplo, o nascimento de um irmão) e igualmente tratar de temas considerados mais difíceis, como doenças, mortes e separações.

Também importa sempre ouvir o que a criança pensa. Instigue-a a dar sua opinião, faça perguntas sobre um determinado assunto, ou aproveite algo que ela comentou ou expressou para começar uma conversa.

Por meio desse tipo de troca, a criança poderá entender melhor diferentes situações, contando com explicações dadas pelo adulto. Por outro lado, poderá se expressar, compartilhando o que pensa ou sente.

Falar e ser ouvido em diferentes idades

Até 2 anos

Nesse momento os pequenos adoram escutar canções. Pouco a pouco, tentam acompanhá-las com gestos, balbucios e palavras. Também adoram ouvir histórias curtas e poemas, ficando bem atentos às falas e frases dos adultos, tentando imitá-los. Conversar com os bebês é bem importante!

Até 4 anos

As crianças nessa fase já falam um número grande de palavras e conseguem se comunicar melhor. Compreendem boa parte do que escutam e contam sobre como foi o seu dia com facilidade, mesmo que precisem da ajuda dos mais velhos. Mostram-se muito curiosas, fazendo perguntas sobre o que observam e sentem em diversos contextos. Também gostam de ouvir e cantar canções e já acompanham poemas e histórias mais longas, explorando os livros e as ilustrações.

Até 6 anos

Nessa idade as crianças já dão conta de se expressar melhor, usando mais palavras e frases complexas. É comum vê-las criando teorias e narrativas próprias para explicar o que ouviram, viram ou imaginaram. Também já conseguem acompanhar histórias, peças de teatro e filmes mais longos, envolvendo-se com essas atividades, fazendo perguntas e comentários sobre elas.

Vamos conhecer algumas situações em que as crianças falam, são ouvidas e os adultos contribuem para isso?

A criança conhece sons e palavras

Fazendo perguntas às crianças

Escutar a criança é importante

Vídeo Aula: Falar e ser ouvido(a)

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