Casos e Referências

O que aprendem as crianças em tempos de Olimpíadas?

O que aprendem as crianças em tempos de Olimpíadas?
Imagem retirada de Pixabay.
10 de agosto de 2016..

Assim como inúmeras pessoas, no Brasil e pelo mundo, também as crianças centram sua atenção nas Olimpíadas. Mas que tal pensarmos em aprendizagens que as crianças realizam acompanhando um evento dessa natureza?

“Neymar anda chutando mal. Melhor que correr como Usain Bolt é brincar de pular. O melhor do Brasil é o hino nacional, e as filas são a pior coisa do país.” Essas são algumas das respostas de crianças, reunidas numa reportagem do jornal O Globo, quando questionadas sobre o que estão vendo, e vivendo, em relação aos jogos olímpicos que acontece em nosso país.

As crianças, assim como boa parte da população – e não apenas do Brasil, mas do mundo! –, não apenas acompanham as Olimpíadas, como também opinam sobre elas. É inevitável que tantas modalidades esportivas e tantas disputas por medalhas não chame a atenção dos pequenos. Mas o que será que podem aprender, efetivamente, assistindo, tendo notícias e conversando sobre tudo isso?

Antes de qualquer coisa, importa salientar que podem aprender e muito! Aprendem um bocado sobre equidade e diversidade: veem e ouvem pessoas com diferentes aparências, vivendo em lugares que, por vezes, nem sempre se sabe de imediato onde ficam, falando as mais distintas línguas. Aprendem que uma mesma prática esportiva pode ser exercida por homens e mulheres. Aprendem que não importa a cor, a origem ou a língua que se fala quando a emoção toma conta da pessoa: chorar de alegria ou chorar de tristeza é algo que atinge a todos, inclusive aos homens (sim, homens também choram, é claro!).

Ainda sobre a diversidade, conhecem uma imensa variedade de esportes e podem aprender mais sobre cada um deles: numa piscina, por exemplo, não apenas se nada, mas se pratica nado sincronizado, saltos e até jogos como o polo aquático.

Também aprendem sobre o percurso de um esportista que toma a modalidade escolhida como uma profissão. As crianças escutam depoimentos de atletas, treinadores ou comentaristas e é comum que ouçam falas sobre dedicação, empenho, conquistas, mas também sobre esforços, desafios, sofrimentos e pressões que sofre o esportista. São anos de investimento para se buscar a participação, e quem sabe mais conquistas, num evento desse porte. Nesse sentido, importa ajudar as crianças a compreender (e é algo que precisa ser foco de nossas reflexões também!) que a prática de um esporte não necessariamente traz consigo todas essas demandas, especialmente quando exercida como cuidado em relação ao corpo e/ou como hobby.

Como já salientamos aqui, praticar esportes é algo que pode fazer do cotidiano das crianças, pois, entre outros fatores, permite que aprendam sobre cooperação, sobre lidar com regras e a conhecer melhor o próprio corpo e as possibilidades de movimentos. Porém, é também algo que requer uma série de cuidados. O foco intenso nas competições, atividades que exigem excesso de esforço físico ou mesmo uma alimentação exageradamente regrada não são aspectos favoráveis ao desenvolvimento infantil, seja do ponto de vista físico, seja do ponto de vista psicológico. Muitas vezes, a própria brincadeira permite a realização de inúmeros exercícios físicos, realizados pelas crianças sem que se deem conta deles. Afinal, como apontado por uma das crianças entrevistada pelo O Globo, “melhor que correr como Usain Bolt é brincar de pular.” Do ponto de vista infantil, pode ser mesmo uma opção mais interessante!

E para aproveitar toda essa atenção sobre os esportes, indicamos um post de nosso parceiro Catraquinha que sugere locais, em São Paulo, para a prática, gratuita, de atividades físicas pelas crianças. Confira aqui!

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