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Para conhecer mitos e lendas japonesas

3 de fevereiro de 2017

Que tal apresentar às crianças algumas histórias clássicas sobre personagens e cenários de um país tão distante e diferente do nosso, como o Japão?

Os mitos e lendas próprios de um país podem dizer muitas coisas sobre o seu povo: como pensam, vivem, explicam certos fenômenos da natureza e manifestam sua relação com o mundo, firmando valores por meio dessas narrativas populares.

O Japão, assim como ocorre com outros países e suas culturas, cultiva ainda hoje inúmeras tradições e ensinamentos trazidos de seus povos antigos, comunicados no decorrer das gerações. Nós, que vivemos do outro lado do mundo, também podemos ter acesso a algumas dessas histórias. E para saber um pouco mais sobre elas, selecionamos, aqui, uma lista de personagens que integram parte dessas narrativas. É possível apresentá-los às crianças de forma a aproximá-los das lendas e mitos de origem japonesa.

Os travessos Tanukis

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Imagem retirada de www.cacadoresdelendas.com.br

Tanuki é um alegre e travesso texugo, que adora brincar com as pessoas. Quando é pego de surpresa, finge-se de morto e é capaz de se transformar em objetos e pessoas diversas. Existe uma história que diz que um Tanuki se disfarçou uma vez em bule de chá, este pertencente ao monge Mamorizuru. O bichano, porém, não conseguia se livrar de seu disfarce e ficou preso sob a forma de bule numa de suas brincadeiras. O monge, muito sábio, logo notou que não se passava de mais um feitiço do danado Tanuki e o libertou de sua própria armadilha. Como recompensa, o pequeno animal retribuiu a gentileza de seu salvador, fazendo com que o chá servido naquele bule jamais se extinguisse, dando origem à fábula da “chaleira que traz a felicidade”, nunca deixando o recipiente vazio nem seu dono, sedento.

Kirin, o “mensageiro dos deuses”

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Imagem retirada de www.cacadoresdelendas.com.br

Na época em que a mãe do grande filósofo chinês Confúcio estava grávida, Kirin apareceu para anunciar o nascimento de um homem à frente de seu tempo, cujos ensinamentos influenciariam toda uma nação. E assim foi constituída a lenda de que a criatura sempre surge para anunciar o nascimento de grandes líderes.

Na cultura japonesa, Kirin é considerado um ente sagrado e de espírito puro, que respeita todo e qualquer ser vivo na Terra. No geral, Kirin é o mensageiro das grandes mudanças, sejam elas um prenúncio de alerta para catástrofes ou bons presságios para a humanidade. Segundo algumas das lendas japonesas sobre essa criatura sagrada com corpo de cervo e cabeça de dragão, esta possui mais de dois mil anos e só aparece aos seres humanos uma vez a cada 500 ou mil anos. Sua imagem está presente em residências por quase toda a Ásia. Dizem que quem possuir o seu retrato ou estatueta, ganha a proteção divina do sagrado Kirin.

Ono e a Kitsune do pântano

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Imagem retirada de: www.pinterest.com

Kitsune, em japonês, significa raposa, personagem muito conhecida pelas lendas e histórias do país. Esse animal é tido como inteligente e cheio de sabedoria, detendo poderes mágicos e sagrados, mas também podendo vir a fazer suas maldições. Diz-se que a cada cem anos uma nova cauda nasce e, a cada cauda adquirida, seus conhecimentos e poderes aumentam ainda mais. O máximo de caudas que uma Kitsune pode alcançar são nove, mas esse número ocorre apenas quando atinge os 1.000 anos de idade.

Uma das antigas histórias sobre as Kitsune conta que Ono, habitante de uma cidadezinha chamada Mino, passou muito tempo procurando uma mulher com a beleza considerada ideal. Certo dia, passeando num pântano, conheceu uma moça exatamente com as características que buscava e se casou com ela. Juntos tiveram um filho e pegaram um filhote de cachorro para criar. Passado um tempo, o cachorro começou a se tornar hostil com a mulher, que chegou a pedir ao marido que o matasse, pois estava começando a ficar com medo dele. O homem, porém, gostava muito do animal, não conseguindo atender ao pedido da esposa. A mulher teve de tomar suas providências e logo se transformou numa raposa, voltando à sua forma original, saindo fugida para o pântano, e se livrando do cachorro enfurecido.

Enquanto a raposa corria em disparada, Ono gritou para ela: “Você pode ser uma raposa, mas é a mãe de meu filho e eu te amo. Volte sempre que quiser, você será sempre bem vinda”. Assim, toda noite ela voltava para o amor de seu marido Ono. Kitsune deixava a casa de dia, como uma bela raposa, retornando apenas à noite, em sua forma humana para ficar perto da família.

E você? Conhece outras lendas japonesas ou alguns de seus personagens instigantes? Compartilhe com a gente!

Fonte: Mundo Nipo

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