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Por que devemos conhecer Greta Thunberg?

Por que devemos conhecer Greta Thunberg?
Fonte: Getty Images | Frederick Florin/AFP
25 de novembro de 2019

Jovem sueca de 16 anos ganha voz exigindo que políticos tomem medidas efetivas sobre o aquecimento global.

Nascida em Estocolmo, capital da Suécia, Greta Thunberg é uma jovem de 16 anos que, quando teve notícias pela primeira vez sobre o aquecimento global e suas causas durante aulas do ensino fundamental, ficou extremamente abalada com o assunto e caiu num episódio depressivo. A partir de meados de 2018, já com 15 anos, ela começou a se organizar, protestando todas às sextas-feiras em frente ao Parlamento Sueco, pressionando as autoridades a se posicionar diante das mudanças climáticas, ganhando visibilidade enquanto ativista.

Fonte: Spencer Platt/Getty Images

No mês de setembro desse ano a garota apresentou uma queixa formal à ONU (Organização das Nações Unidas), mais especificamente ao Comitê dos Direitos da Criança, pedindo para que os países ao redor do mundo criem medidas efetivas para proteger o futuro dos jovens diante de tantos alertas feitos pela ciência a respeito do colapso ambiental que estamos prestes a testemunhar. O aumento da temperatura média na Terra, com o consequente derretimento das geleiras e a extinção de animais em larga escala, os altos níveis de emissão de CO2 na atmosfera, o desperdício de alimentos, o acúmulo de lixo nos aterros que não está dando conta de ser reciclado e as queimadas na floresta amazônica para o garimpo e criação de pastos são apenas alguns dos problemas que isso envolve. A denúncia foi feita em conjunto com outros 15 ativistas (de 8 a 17 anos), chamando a atenção para uma sequência irreversível de situações que muito em breve podem fugir do controle humano e já mostram os seus impactos em diferentes ecossistemas. Já falamos um pouco sobre esses temas aqui:

Greta aproveitou para cutucar os governos mundiais em entrevista ao jornal The Guardian, que a indagou sobre o movimento da Greve Escolar pelo Clima: “O que eu vou aprender na escola? Os fatos não importam mais. Se os políticos não estão ouvindo os cientistas, então por que devo aprender?”. Estudantes foram às ruas em mais de 500 cidades no mundo, somando 1,5 milhões de pessoas na passeata de 15 de março de 2019, e mais de 4 milhões em 20 de setembro. Em seus discursos, Greta diz que chega a soar irônico que peçam que os jovens tenham esperanças de um futuro melhor quando o que estão deixando para eles é apenas um cenário de descompromisso, com o qual terão de conviver.

Embora ela esteja sendo alvo de críticas por seu caráter incisivo em seus debates, a situação de fato é urgente e precisa ser olhada com atenção. Sua presença tem impactado inúmeras pessoas, que assim como ela, estão preocupadas com o que será de sua geração. Esse engajamento é de extrema importância, pois nos mostra de que modo as crianças e adolescentes podem fazer parte de grandes decisões que se referem à sociedade da qual fazem parte, especialmente em tempos como o que vivemos. Como ela mesma disse ao final de seu discurso na ONU endereçado aos principais líderes políticos presentes: “Nós vigiaremos vocês”. Nesse sentido, cabe trazermos a temática ambiental, entre outras, como parte de conversas cotidianas com as crianças, desde pequenas, no âmbito familiar e escolar. Quanto mais as crianças de hoje tiverem informadas e conscientes dos problemas da atualidade e de suas consequências, maior engajamento se terá nas causas sociais e ambientais e, quem sabe, mais chance de revertê-las também.

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