Sexualidade Infantil #4: A descoberta da masturbação e seus tabus | Labedu
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Sexualidade Infantil #4: A descoberta da masturbação e seus tabus

Imagem retirada de Pixabay.
18 de janeiro de 2017
Este artigo faz parte da série:

Sexualidade Infantil

Você tem acompanhado nossa série a respeito da sexualidade infantil? Dessa vez, apresentamos mais uma fase importante no desenvolvimento das crianças!

 

Conforme cresce, a criança é atravessada por uma exploração ainda mais intensa de seu corpo, ao passo que se movimenta e se descobre. Os órgãos genitais são percebidos entre os 3 e 6 anos de idade como membros que caracterizam os meninos e meninas, chamando a atenção por suas diferenças anatômicas e instigando a criação teorias explicativas. Inicialmente a criança costuma imaginar que as meninas ainda não vieram a desenvolver um pênis, que, percebido externamente no corpo dos meninos como algo saliente, virá a crescer também no futuro para elas. Os garotos, por outro lado, temem perder esse órgão, assim como suspeitam que este foi “retirado” das meninas em algum momento de sua vida. Todas essas hipóteses são fundamentais para que a criança amplie sua curiosidade a respeito do corpo, para que serve, como funciona e como pode utilizá-lo.

Os genitais também serão descobertos como lugares com uma sensibilidade particular e que proporcionam prazer quando tocados, o que dá início à masturbação.

É justamente nesse período que costumam surgir alguns receios por parte dos adultos que, na maioria das vezes, acabam reprimindo o ato ou ficam na dúvida quanto à conduta a ser tomada, por ser uma prática ainda carregada de inúmeros tabus em nossa sociedade. É importante pensarmos que o modo como os adultos de referência conduzem intervenções relativas a essa manipulação também acabarão transmitindo valores às crianças e impactarão, de forma mais ou menos favorável, sua relação com o próprio corpo, como irá compreendê-lo e considerá-lo, não apenas na infância, mas ao longo de sua vida.

Uma alternativa interessante é dizer aos pequenos que pode ser mesmo muito gostoso tocar nessas partes do corpo, mas por ser um movimento bastante íntimo, deve ser realizado em ambientes privados, de preferência em ocasiões que não atrapalhem suas atividades diárias. Conversar honestamente com a criança sobre essas dinâmicas faz com que ela consiga, utilizando a palavra, dar representação a essas pulsões que a tomam de assalto, e aos poucos elaborá-las internamente. Isso também tenderá a acalmá-la, já que ao mesmo tempo em que pode encontrar vazão a esse interesse, saberá até onde pode ir com ele, obedecendo a certas regras, determinadas culturalmente e que valem para todos nós.

Essa é ainda uma brecha para ensinarmos aspectos bastante significativos, como saber diferenciar as fronteiras entre o público e o privado, entre o que faz parte do mundo adulto e o que pertence ao campo da infância, sobre quem pode ou não tocar no seu corpo e que ele deve ser respeitado, bem como devemos manter esse mesmo cuidado com o próximo, sem ultrapassar seus limites. Dessa forma, apostamos no desenvolvimento saudável e em atitudes conscientes e responsáveis perante o próprio corpo e o corpo do outro.

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