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Meninas jogando bola e tocando rock

23 de abril de 2014

Quando pensamos na infância das pessoas mais velhas de hoje, é possível lembrar de frases como essas: “Não faça isso, pois não é coisa de menina!”; “Engole esse choro… menino não chora!”; “Você quer uma blusa rosa? Mas, rosa é cor de menina…”; “Pedir carrinho para o Papai Noel? Mas, menina não brinca de carrinho.” Isso tudo ainda é verdade?

Apesar de ainda presentes em algumas situações, às vezes mais disfarçadas em ações e atitudes, temos vistos muitas iniciativas que ajudam a superar esses estereótipos. Já falamos e apresentamos exemplos de situações aqui, aqui e aqui.

Até há pouco tempo atrás, futebol era um esporte exclusivamente masculino. Mas quem foi mesmo que decretou isso? Ninguém, é claro!

A sociedade vai moldando a cultura e de repente algumas coisas são naturalizadas e deixam de ser questionadas.

Porém, cada vez mais a questão dos estereótipos de gênero estão sendo contestados, na maior parte das vezes, em favor das mulheres, pois foram elas as mais prejudicadas devido à posição submissa que lhes era imposta.

As crianças de hoje têm a oportunidade de questionar atitudes e práticas que muitas vezes parecem ser inofensivas ou passam despercebidas pela maioria das pessoas, desde de que seja também um valor para as pessoas de seu entorno.

Para ajudar a quebrar alguns padrões e estereótipos, gostaríamos de apresentar dois belos exemplos de iniciativas que colaboram para a superação da visão de mundo dividido entre os homens e as mulheres.

O rock n’roll é um bom exemplo. Inicialmente com atuação majoritariamente masculina, hoje é mais democrático, tanto em sua audiência como em suas composições e performances. Cada vez mais, meninas montam bandas e tocam instrumentos antes só vistos com meninos.

Um evento no interior de São Paulo , em Sorocaba, chamado Girls Rock Camp Brasil foca nesse tipo de música para as meninas. Lá, elas são convidadas a aprender a tocar instrumentos, fazem apresentações e curtem tudo sem nenhum tipo de preconceito.

 

Outro exemplo é a exposição de fotografias feitas por Caio Vilella, do projeto “Donas da Bola” em que meninas foram fotografadas praticando o esporte que até há pouco tempo era considerado masculino: o futebol.

Segundo a descrição do projeto: “A proposta é apresentar o fenômeno a partir de sua abordagem sociocultural, de uma pequena revolução silenciosa e contínua que é ver meninas dividindo as ruas e pequenos campos com os meninos”.

dona da bola

Os espaços que se abrem para uma convivência mais justa e solidária fazem com que as crianças, principalmente as meninas, cresçam mais fortes emocionalmente, possibilitando que assumam um papel mais consciente na sociedade, no futuro, cada vez mais longe de estereótipos de gênero. Afirmar a igualdade de gêneros para crianças deveria ser uma preocupação essencial para pais e escolas.

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